Astrônomos acham o primeiro fluxo de estrelas de um aglomerado globular fora da Via Láctea

Astrônomos encontraram, em dados de arquivo do Telescópio Espacial Hubble, um rastro de estrelas quase invisível: o primeiro fluxo estelar de um aglomerado globular detectado fora da Via Láctea.
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O fenômeno fica em uma galáxia a cerca de 115 milhões de anos-luz da Terra e é o que restou de uma bola densa de estrelas que está sendo desfeita aos poucos pela gravidade da galáxia hospedeira. À medida que o aglomerado perde estrelas, elas formam uma faixa longa e estreita.
Dezenas desses rastros já foram descobertos na Via Láctea. A evidência de que eles também ocorrem em outras galáxias permite usá-los como marcadores para entender como as galáxias se formam e evoluem.
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Pista sobre a matéria escura
No estudo, publicado na quarta-feira na revista Nature, a equipe usou o fluxo para mapear o campo gravitacional da galáxia, chamada UGC 9050-Dw1, e estimar a massa total dela, separando o que é matéria visível, como estrelas, do que é matéria escura, que não pode ser vista mas exerce gravidade.
“Acreditamos que cerca de 80% a 85% do nosso universo seja composto de matéria escura, o que torna extremamente interessante tentar descobrir o que ela é”, disse a coautora principal Julie Kiel Holm, doutoranda do Instituto Niels Bohr, da Universidade de Copenhague.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi revisado e corrigido com base na fonte original.
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