Argentina identifica 12 vítimas da ditadura em área ligada ao centro clandestino La Perla

Restos foram achados em Loma del Torito, em Córdoba; buscas continuam ao longo de 2026.

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Foto: Reprodução
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Identidades de Vítimas Reveladas em Busca Clandestina em Argentina

A Justiça Federal de Córdoba, em parceria com a Equipe Argentina de Antropologia Forense (EAAF), confirmou a identidade de 12 pessoas sequestradas e torturadas durante a ditadura militar argentina, liderada por Jorge Rafael Videla.

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A revelação, ocorrida em 2026, trouxe um momento de reconhecimento e justiça para as famílias das vítimas.

O juiz Miguel Hugo Vaca Narvaja, juntamente com familiares das vítimas e especialistas, identificou os nomes dos sequestrados: Ramiro Sergio Bustillo, José Nicolás Brizuela, Raúl Oscar Ceballos Cantón, Adriana María Carranza ou Cecilia María Carranza, Carlos Alberto D’Ambra, Alejandro Jorge Monjeau, Mario Alberto Nívoli, Elsa Mónica O’Kelly Pardo, Oscar Omar Reyes, Eduardo Jorge Valverde e Sergio Julio Tissera.

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Todos foram detidos e torturados em centros clandestinos de detenção, incluindo a conhecida instalação “La Perla” em Córdoba.

Um caso particular chamou a atenção: um pedido de anonimato por parte da família de um dos indivíduos, e a identificação de um perfil genético 100% compatível com o de gêmeas, Adriana María Carranza Gamberale e Cecilia María Carranza Gamberale.

Apesar da correspondência genética, a impossibilidade de distinguir entre as duas irmãs devido à sua natureza, impediu uma identificação definitiva.

O evento contou com a participação de Carlos Vullo, diretor do laboratório de genética forense, e Silvana Turner, responsável pelo trabalho realizado em “La Perla”. As descobertas foram fruto da 12ª campanha de buscas, que se concentrou em uma área conhecida como Loma del Torito, previamente relatada em 1980 pelo trabalhador rural Julián Solanille.

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A antropóloga Anahí Ginarte ressaltou que, apesar do progresso, ainda há áreas não exploradas e que o trabalho continuará a ser desenvolvido ao longo de 2026.

As famílias das vítimas expressaram profunda emoção e gratidão pelo esforço contínuo das organizações de direitos humanos, das equipes especializadas e do apoio da sociedade civil, que se estendeu por mais de 50 anos na busca por justiça e verdade.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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