Apple eleva preço do iPhone em até 17% para manter lucratividade diante de desafios na produção
Aumento nos preços do iPhone reflete estratégias da Apple para enfrentar desafios na produção e manter a lucratividade em um cenário de escassez de componentes.
A Apple enfrentou desafios significativos em sua cadeia de produção, relacionados à escassez de semicondutores e à dificuldade no fornecimento de memória. Apesar das adversidades, a empresa conseguiu manter sua rentabilidade ao antecipar pedidos e repassar parte dos custos para os consumidores.
O assunto foi abordado por Marilia Fontes no quadro “Insights da Semana”, durante o programa Resenha do Dinheiro.
Conforme a economista, a Apple adotou estratégias eficazes para lidar com a pressão sobre os componentes utilizados em seus produtos. No que diz respeito à memória, a companhia começou a pagar cerca de quatro vezes mais pelo insumo em comparação ao preço anterior.
Em relação aos semicondutores, a empresa se antecipou às restrições, realizando encomendas com antecedência. Essa tática ajudou a minimizar os impactos da escassez na produção.
Aumento de preços e resultados financeiros
Para continuar lucrativa mesmo diante do aumento dos custos, a Apple também decidiu elevar os preços do iPhone, com um reajuste que chegou a 17%, segundo informações de Marilia Fontes. Essa medida reflete a necessidade da empresa em manter seu desempenho financeiro positivo, mesmo em um cenário desafiador.
Outro ponto destacado na semana foi o desempenho da fabricante brasileira, que registrou uma receita recorde de R 11,3 bilhões no segundo trimestre de 2026, impulsionada pela crescente demanda por aeronaves. Thiago Godoy, educador financeiro, mencionou que esse resultado levou a empresa a revisar suas projeções para 2026.
Agora, o foco é avaliar se essa alta demanda se manterá e como impactará os resultados futuros da companhia.
Leia também
Novas oportunidades de investimento na B3
Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb, também comentou sobre mudanças implementadas pela B 3 nos preços dos ativos, que agora variam entre R 50 e R 100. Essa alteração visa ampliar a acessibilidade desses investimentos para um público maior.
Os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) permitem que investidores brasileiros tenham acesso a ações de empresas estrangeiras negociadas localmente.
Entre as empresas disponíveis nesse formato estão nomes como SAP SE (SAPP 34), GE Aerospace (GEOO 34) e KLA Corp (K1LA 34). Essa iniciativa tem potencial para democratizar ainda mais o acesso ao mercado financeiro brasileiro.
Sobre o Resenha do Dinheiro
O programa Resenha do Dinheiro é realizado com o apoio da B 3 e da gestora de investimentos Black Rock. Apresentado por Bernardo Pascowitch, Thiago Godoy e Marilia Fontes, ele busca trazer uma abordagem leve e direta sobre temas relacionados à educação financeira e investimentos.
Com uma proposta informal semelhante à conversa entre amigos, o programa analisa semanalmente os principais tópicos econômicos.
A atração vai ao ar todas as sextas – feiras às 19h no canal do CNN Money no You Tube e aos domingos às 15h na CNN Brasil.