Antonelli crava o título da F1 aos 20 anos e 68 dias e encerra jejum italiano de 73 anos

Campeão da Mercedes chega a São Paulo para o GP de domingo (8) após garantir o título no México em terceiro lugar.

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Andrea Kimi Antonelli | Foto: Getty Images
Andrea Kimi Antonelli | Foto: Getty Images

Andrea Kimi Antonelli desembarca no Brasil para o Grande Prêmio de São Paulo, marcado para o domingo (8), já com o título mundial de Fórmula 1 no currículo. O italiano da Mercedes sagrou-se campeão no domingo (1º), ao cruzar em terceiro lugar no GP do México.

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Aos 20 anos e 68 dias, ele é o campeão mais jovem da história da categoria. A conquista também encerrou um jejum de 73 anos sem títulos italianos na competição. Substituto de Lewis Hamilton na equipe alemã em 2025, o piloto leva para fora das pistas hábitos comuns à sua geração, algumas superstições e uma admiração especial pelo brasileiro Ayrton Senna.

Os primeiros contatos com o paddock e com o kart

A primeira visita de Antonelli aos bastidores da Fórmula 1 foi pouco convencional. Em 2014, aos 7 anos, ele acompanhava o pai em uma corrida em Hockenheim, na Alemanha, mas não tinha permissão para entrar no paddock. Para contornar a situação, a família o escondeu em uma pilha de pneus, levada em um carrinho e protegida por um guarda-chuva.

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O plano deu certo, e o menino conheceu os boxes.

A paixão pelo volante veio cedo. Aos 5 anos, já pilotava um pequeno kart em uma pista na Itália. Filho de um ex-piloto e dono de uma equipe de automobilismo, ele cresceu em meio a motores. Na infância, chegou a juntar cerca de 150 carrinhos de brinquedo, que enfileirava pelo chão para simular corridas, e fazia também o papel de narrador das disputas.

Antes de dirigir na rua, porém, Antonelli já tinha contrato com a Mercedes. Sua carteira de habilitação só saiu em janeiro de 2025, a poucos meses da estreia na Fórmula 1, e até então ele se deslocava de carona com a mãe. Em entrevista ao site oficial da categoria, admitiu que tinha pouca prática com câmbio manual e com baliza.

Mesmo assim, foi aprovado na primeira tentativa.

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Estudos, carro e hábitos de quem não abre mão da rotina

O talento nas pistas nunca serviu de desculpa para deixar a escola de lado. Antonelli concluiu o ensino médio no Instituto Técnico Salvemini, na Itália, com formação voltada a Relações Internacionais e Marketing. Segundo o diretor da escola, Carlo Braga, ele manteve notas superiores a 8, apesar das faltas causadas pelas competições.

Em casa, a família deixava claro que o kart dependia do desempenho escolar.

Mesmo milionário e astro da categoria, o piloto ainda faz questão de lavar o próprio carro. Ele limpa a Mercedes-AMG GT63 à mão, por dentro e por fora, antes de embarcar para as corridas. Ao falar à imprensa internacional, disse que a tarefa ajuda a relaxar e a afastar a pressão do campeonato.

Caso não tivesse virado piloto, ele diz que seguiria outro caminho criativo. Em entrevista ao site oficial da Fórmula 1, afirmou que gostaria de trabalhar com desenvolvimento de automóveis ou com desenho de casas. A música também está entre seus interesses, embora, em tom de brincadeira, tenha reconhecido que precisaria de muita correção digital para cantar bem.

Admiração por Senna, nome de família e gosto pelo basquete

O nome do piloto não é homenagem ao finlandês Kimi Räikkönen, de 47 anos e campeão mundial em 2007, como muitos imaginam. Kimi é o segundo nome dele, não um apelido. A sugestão partiu de Enrico Bertaggia, amigo da família, que achou a combinação Andrea Kimi Antonelli bonita.

A devoção por Ayrton Senna é antiga. Antonelli nasceu doze anos após a morte do brasileiro, mas cresceu assistindo às gravações das corridas dele ao lado do pai. Foi essa admiração que o levou ao número 12, usado por Senna em parte da carreira.

Em 2025, antes do GP de São Paulo, visitou o túmulo do tricampeão no Cemitério do Morumbi e depois doou o próprio capacete ao acervo da família. Mesmo com direito ao número 1, reservado ao campeão mundial, já disse que pretende manter o 12.

Fora do automobilismo, ele admira Michael Jordan e sempre quis viver um dia como jogador da NBA. O desejo se concretizou em outubro de 2026, quando assistiu a uma partida da liga americana e conheceu Victor Wembanyama, astro do San Antonio Spurs. A diferença de altura chamou atenção: o francês mede 2,24 metros, e o piloto, 1,72 metro. Nas preferências de cinema, Antonelli escolheu ‘Carros’, animação da Pixar lançada em 2006, como seu favorito da infância, e ainda costuma revê-la.

A Redação Esportes reúne a cobertura do Clique Fatos sobre futebol brasileiro e internacional, competições e bastidores do esporte. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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