Aneel aprova reajuste tarifário de 16,06% da RGE Sul para 2026 no Rio Grande do Sul

Aneel aprova reajuste tarifário da RGE Sul para 2026
A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou, nesta terça-feira (16), o reajuste tarifário anual de 2026 da RGE Sul Distribuidora de Energia, que atende cerca de 3,19 milhões de unidades consumidoras no Rio Grande do Sul. O aumento médio será de 16,06% para os consumidores da concessionária.
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Segundo a diretora Agnes da Costa, o reajuste médio será de 19,02% para consumidores em alta tensão, como indústrias, e de 14,93% para aqueles em baixa tensão. A Aneel destacou que uma parte significativa do reajuste está relacionada à recomposição tarifária iniciada após a calamidade pública que afetou o Rio Grande do Sul em 2024.
Impactos do reajuste e componentes financeiros
No ano de 2024, a agência decidiu manter as tarifas sem aumento, reconhecendo um ativo regulatório de R$ 1,233 bilhão em favor da distribuidora. Essa medida evitou um impacto tarifário imediato para os consumidores após as enchentes, mas determinou que os valores fossem recuperados ao longo dos processos tarifários subsequentes.
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Em 2025, cerca de R$ 370 milhões desse montante já haviam sido recompostos.
De acordo com a Aneel, o reajuste deste ano é resultado de três componentes principais. O reposicionamento dos custos de Parcela A e Parcela B respondeu por 3,03 pontos percentuais do índice final. A inclusão dos componentes financeiros acumulados no período adicionou 8,15 pontos percentuais, enquanto a retirada dos componentes financeiros considerados no processo anterior contribuiu com 4,89 pontos percentuais.
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Custos que pressionaram as tarifas
Entre os custos que mais pressionaram as tarifas estão os encargos setoriais e os custos de transmissão. A CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), principal encargo do setor elétrico, teve impacto de 2,82 pontos percentuais no resultado final. Já os custos de transmissão contribuíram com 1,97 ponto percentual, refletindo o aumento das receitas anuais permitidas e das tarifas de uso da rede básica de transmissão para o ciclo 2025-2026.
A agência também apontou que os componentes financeiros tiveram forte influência no reajuste. Os valores da Conta de Compensação de Variação de Valores de Itens da Parcela A (CVA) somaram impacto de 6,87 pontos percentuais, e a recomposição do diferimento tarifário de 2024 foi responsável por mais 3,63 pontos percentuais, totalizando R$ 424,2 milhões neste processo tarifário.
Fatores que reduziram o reajuste
Alguns fatores ajudaram a reduzir o reajuste. A reversão de créditos de PIS/Cofins retirou 2,41 pontos percentuais do índice, enquanto a reversão dos valores relacionados à Conta Escassez Hídrica reduziu o efeito tarifário em 1,07 ponto percentual.
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A decisão da Aneel mostra que os custos classificados como Parcela A representam cerca de 66% dos custos totais da distribuidora, enquanto a Parcela B, ligada à remuneração da atividade de distribuição, responde por 34% da receita requerida da concessionária.
A RGE, sediada em São Leopoldo, atende consumidores em grande parte do território gaúcho e registra faturamento anual da ordem de R$ 11,68 bilhões.
Autor(a):
Bianca Lemos
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.



