Andritz firma contratos com Copel e Áxia e planeja expandir operações em Araraquara (SP)

Andritz projeta aumento na produção em Araraquara (SP) e espera que novos leilões em 2027 ou 2028 impulsionem a indústria de equipamentos hidrelétricos.

Casal Messs

A fabricante de equipamentos austríaca Andritz está confiante no futuro da indústria nacional de equipamentos, após firmar contratos com a Copel e a Áxia. O CEO da empresa, Dieter Hopf, concedeu uma entrevista à CNN onde destacou que essas novas parcerias podem marcar o início de uma recuperação no setor, que enfrentou anos de baixa demanda por novos projetos.

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Com esses contratos, a utilização da fábrica da Andritz em Araraquara (SP) deve aumentar para cerca de 60% da capacidade instalada. Para isso, a empresa planeja realizar investimentos em modernização e contratar novos funcionários. A parceria com a Copel envolve a expansão das hidrelétricas de Segredo e Foz do Areia, o que adicionará mais de 2,1 GW à capacidade instalada da companhia paranaense.

Após a conclusão das obras, a capacidade de geração da Copel deve saltar de 6,2 GW para 8,3 GW, representando um crescimento aproximado de 33%.

Expectativas para a indústria

“Nossa esperança é que o Brasil viva a retomada da indústria de equipamentos hidrelétricos”, afirmou Hopf. Ele mencionou que o leilão de reserva de capacidade foi um primeiro passo importante e que está na expectativa de novos leilões. O executivo ressaltou que existem usinas com potencial para aumento de capacidade.

No passado, a Andritz chegou a operar com quase 1 milhão de horashomem por ano. Contudo, os investimentos reduzidos em geração hidrelétrica e a ausência de novos leilões causaram uma forte retração na atividade industrial. Agora, com os novos contratos em mãos, a empresa deverá expandir sua estrutura produtiva.

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Inicialmente, cerca de 200 profissionais serão contratados e cada incremento de 100 mil horas – homem exigirá aproximadamente 70 novos trabalhadores.

Novas oportunidades no mercado energético

Hopf também mencionou que a Andritz ainda possui capacidade para atender novos projetos e aguarda que outros leilões de reserva sejam realizados em 2027 ou 2028. Isso pode abrir espaço para mais ampliações nas usinas hidrelétricas existentes. Segundo dados da Abrage (Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica), o Brasil tem potencial para adicionar cerca de 11 GW ao sistema através da ampliação das capacidades das usinas já existentes, equivalente à potência da usina de Belo Monte.

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Além do setor gerador, a Andritz enxerga oportunidades no segmento de transmissão. No último leilão desse segmento, fechou um contrato para fornecer equipamentos à Áxia (antiga Eletrobras). Hopf confirmou planos para fornecer equipamentos também às empresas interessadas no próximo leilão da Aneel, previsto para outubro e que estima investimentos na ordem de R 8,9 bilhões.

Tecnologia promissora e exportações

A tecnologia utilizada pela Andritz envolve dois reservatórios em diferentes níveis para armazenar energia, sendo considerada uma alternativa viável para armazenamento em larga escala – funcionando como uma “bateria natural”. Embora alguns analistas indiquem que esse segmento só deve avançar na próxima década devido à necessidade de regulamentação específica, Hopf se mostrou otimista quanto à possibilidade desse marco regulatório ser definido em um prazo mais curto.

Além dos projetos no Brasil, a Andritz também exporta equipamentos fabricados no país para os Estados Unidos, Canadá e diversos países da América Latina. Nos próximos dias, a empresa deve anunciar mais um novo contrato.