Ana Sivieri desafia preconceito do mercado sobre executivos após os 50 anos

Ana Sivieri expõe desafios do etarismo no mercado após trilhar trajetória exemplar nos negócios e inspirando novas gerações.

25/08/2026 14:32

4 min

Ana Laura Sivieri
Ana Laura Sivieri

Ana Laura Sivieri marca uma nova fase em sua trajetória profissional após mais de 30 anos atuando como executiva nos setores B2B (business – to – business) no Brasil.

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Com experiência acumulada ao longo do tempo — incluindo passagens pelos cartões de crédito, petroquímica e telecomunicações —, ela passou por um processo planejado de transição entre empresas antes de anunciar seu próximo capítulo; segundo relatos recentes sobre seus planos futuros.

A paixão pelo mercado B2B

Desde o início de sua jornada na área corporativa, a atuação da jornalista sempre foi fortemente voltada para os negócios. Sivieri descreve uma grande afinidade com este segmento em comparação aos varejos tradicionais.

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“No B2B você faz isso de maneira intensa porque são geralmente projetos que têm relações duradouras no tempo,” explica Ana Laura. Ela contrasta essa intensidade e longevidade dos laços empresariais do setor B2B com “o consumoque é tudo muito rápido”, característico do comércio direto ao consumidor (varejo.

Liderança feminina após 50 anos

A transição profissional também permitiu a executiva refletir sobre temas como etarismo, especialmente para lideranças femininas acima da faixa dos cinquenta anos — um tema recorrente em sua própria mudança.

“O mercado de trabalho ainda não se adaptou totalmente à ideia de aumento na produtividade que vem com o envelhecimento,” aponta Sivieri. No entanto, ela observa uma realidade diferente: há profissionais entre os sessenta e setenta anos no auge das suas capacidades prodativas.”

Experiências corporativas marcantes. Ao longo desses 24 anos dedicados ao mesmo empreendimento principal – período marcado por cinco fusões importantes —, Ana Laura resume a experiência como viver “várias vidas dentro da mesma empresa”. Ela também destaca seu histórico em liderar equipes diversas geograficamente, considerando um diferencial positivo é justamente essa combinação.

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“Pessoas bem jovens misturadas com as experiências de quem já está na carreira são incrivelmente boas,” afirma. A executiva enfatiza que o conceito deve ser entendido pela amplitude do termo diversidade e não apenas pelo gênero ou raça.”

O curso para além das habilidades técnicas

A escolha pelos estudos recentes veio porque ela percebeu que suas competências técnico – operacionais estavam bastante avançadas; portanto, buscou algo mais profundo: repertório estratégico decisorial Quanto maior seu cargo em liderança, menos você tem companhia — os presidentes precisam tomar a última palavra sozinhos”, explica Sivieri.

“As minhas habilidades de técnica já estão muito desenvolvidas com todos esses cursos. O meu objetivo era ter um material diferente,” conta Ana Laura sobre o propósito do programa escolhido.

Neurociência e filosofia na tomada de decisão. O curso abordou temas complexos como neurociência (distinguindo Sistema 1 – reação rápida –, que é suscetível vieses; e Sistema 2 – análise profunda) além da história filosófica humana.”

A perspectiva histórica foi apresentada em eras, desde a natureza até os tempos contemporâneos. Sivieri ressalta não haver fim para uma época quando outra começa: “Se você olha só pro mundo hoje várias épocas estão acontecendo ao mesmo tempo”, citando o Irã ainda vivendo era divina, China com modo próximo à razão, enquanto Europa vive no contempoário.

Ouro Preto ensina sobre incerteza

Um módulo realizado na cidade de Ouro Preto focou especificamente nas características brasileiras e sua capacidade única diante da instabilidade constante que marca tanto as esferas social quanto econômica do país.”

“Isso trouxe pra gente a habilidade muito rara em lidar justamente com aquilo que é vulnerável ou está cheio desse elemento inesperado,” explica Ana Laura. Ela compara isso aos países mais estabilizados economicamente, cujos líderes podem ter dificuldade maior ao tomar decisões quando o cenário global apresenta muita imprevisibilidade como ocorre hoje no mundo contemporâneo.

O olhar para além das aparências

Entre os colegas de turma surgiu Valdeci Ferreira, líder nas APACs (associações autogeridas por detentos sem policiamento armado). Sivieri elogia seu trabalho e associa essa prática à liderança corporativa ideal.”

“Ele entende a essência dos seres humanos”, diz ela em referência às ações dele nos presídios. Segundo Ana Laura, é na capacidade que se reconhece um potencial onde ele não está visível pela superfície; “Todo ser humano tem o lado luz e também há sempre algum aspecto sombra,” conclui.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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