Objeto visto por satélite leva 17 pesquisadores a buscar vestígios de Amelia Earhart
A expedição de pesquisadores da Universidade de Purdue em Nikumaroro chegou a uma fase crítica na sexta-feira (16). Nas 24 horas seguintes, o grupo esperava identificar o objeto com formato de avião visto em imagens de satélite e que motivou a busca por possíveis vestígios da piloto Amelia Earhart.
A equipe investiga se Earhart e o navegador Fred Noonan fizeram um pouso de emergência na ilha em julho de 1937, durante uma tentativa de dar a volta ao mundo. Após sábado (17), os 17 cientistas deveriam retornar ao Kiribate para reabastecer e evitar condições climáticas perigosas.
Equipes esperam identificar objeto em Nikumaroro
Clima e caranguejos dificultam a expedição
Em atualização no site da universidade, Richard Pettigrew, diretor executivo do Archeological Legacy Institute, pediu paciência diante do interesse pela busca. “Este é um processo científico complexo. Você não pode simplesmente chegar em um local e identificar imediatamente o que está ali.
Precisamos coletar os dados com cuidado, analisá-los e tirar conclusões sólidas”, afirmou.
As condições meteorológicas, agravadas pelo fenômeno El Niño, podem afetar a segurança da equipe e o funcionamento dos sistemas de exploração. A expedição também enfrenta a presença de caranguejos-dos-croqueiros, ou caranguejos-ladrões, os maiores invertebrados terrestres do planeta.
Segundo a BBC, como esses animais têm hábitos noturnos, a tripulação dorme todas as noites a bordo do Marin Mainiku. Em 15 de outubro, ventos e ondas fortes impediram a navegação dos botes entre o navio e a ilha, por causa do risco à equipe.
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Buscas subaquáticas começaram em 14 de outubro
Em 14 de outubro, pesquisadores iniciaram buscas subaquáticas na costa de Nikumaroro, perto do local em que o objeto Taraia apareceu nas imagens de satélite. A equipe usou rastreadores magnéticos e sonares para reunir informações.
Dois dias antes, 32 pessoas chegaram à ilha a bordo do Marin Maiku: 17 pesquisadores e 17 marinheiros. O grupo começou a procurar possíveis destroços do Lockheed Electra 10-E, avião de Amelia Earhart.
Pettigrew disse que a inspeção poderia ajudar a esclarecer o desaparecimento de Earhart e Noonan, ocorrido há mais de 89 anos. Em 2020, imagens de satélite da lagoa de Nikumaroro mostraram um objeto bifurcado que, visto de cima, lembraria a aeronave bimotora.
A equipe da Universidade de Purdue afirma ter identificado formato semelhante em registros aéreos antigos da região, datados de até 1938.
Pesquisadores divergem sobre o objeto Taraia
Ric Gillespie, autor do livro de 2024 “One More Good Flight: The Amelia Earhart Tragedy”, considera que o objeto pode ser um pandanus, planta nativa da região que se assemelha a uma palmeira. Em entrevista à agência de notícias Reuters, ele afirmou acreditar que o avião foi arrastado pelas marés para fora do recife de coral, levado ao mar aberto e destruído pelas ondas. “Eu adoraria encontrar aquele avião.
Mas isso não vai acontecer”, disse.
A expedição reúne profissionais do Archaeological Legacy Institute, da Fundação de Pesquisa de Purdue e da Universidade Purdue, onde Amelia lecionou. A hipótese do grupo é que o avião ficou sem combustível a caminho da Ilha Howland, em julho de 1937, e pousou no recife de Nikumaroro.
Earhart e Noonan teriam sobrevivido temporariamente como náufragos.
Entre os indícios citados por defensores dessa teoria estão medições forenses de ossos encontrados na ilha na década de 1940 e registros de sinais de rádio de socorro captados nos dias seguintes ao desaparecimento. Também teriam sido encontrados na região um pote de creme para sardas da década de 1930 e um resto de canivete semelhante ao da aviadora.
Uma hipótese é que Earhart e Noonan tenham morrido de fome ou sede e que seus corpos tenham sido devorados por caranguejos carnívoros.
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