Pedra que segurava porta na Romênia era âmbar de R$ 5,6 milhões e virou tesouro nacional

Com 3,5 quilos e entre 38 e 70 milhões de anos, a “rumanita” de Colti foi autenticada na Polônia e está exposta desde 2022 no Museu Provincial de Buzau.

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Âmbar usado como peso de porta por décadas é avaliado em mais de R$ 5 milhões e hoje está em museu na Romênia

Uma pedra avermelhada recolhida no leito de um riacho na vila de Colti, no Condado de Buzău, na Romênia, passou décadas segurando a porta da casa de uma mulher. Era, na verdade, uma das maiores pepitas de âmbar conhecidas no mundo, avaliada em cerca de 1 milhão de euros (R$ 5,6 milhões em valores atuais).

A moradora achou a pedra bonita e a levou para casa sem desconfiar de nada. Nem os ladrões que invadiram o imóvel perceberam o valor da peça: segundo a mídia local, eles levaram algumas joias de ouro e deixaram o âmbar para trás.

Parente desconfiou da pedra de 3,5 quilos

A dona da pedra morreu em 1991. Um dos parentes ficou impressionado com o objeto, que pesa 3,5 quilos, suspeitou que pudesse valer muito e decidiu levá-lo para análise.

As autoridades romenas enviaram a pepita a especialistas do Museu de História de Cracóvia, na Polônia, que tem uma seção dedicada ao estudo de pedras semipreciosas. Os pesquisadores confirmaram a autenticidade e estimaram a idade do âmbar entre 38 milhões e 70 milhões de anos.

A “rumanita”, como o âmbar é chamado na região, despertou tanto interesse que o Estado romeno comprou a peça e a classificou como tesouro nacional. Desde 2022, ela está exposta no Museu Provincial de Buzau.

Colti guarda âmbar com mais de 160 tonalidades

Localizada nos Cárpatos Orientais, Colti é um dos principais pontos de extração e reserva natural de âmbar da Romênia. A variedade encontrada ali é raríssima, muito valiosa e conhecida por reunir mais de 160 tonalidades escuras, avermelhadas e pretas.

O âmbar se forma a partir da resina de árvores que fica soterrada por sedimentos durante milhões de anos até fossilizar. O material da região costuma guardar fósseis de aracnídeos, besouros, moscas, crustáceos e répteis, além de penas de aves e pelos de animais.

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A extração era feita na mina de Stramba, fechada pelo regime comunista por ser considerada não lucrativa.

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