Alerj rebate Lula e defende respeito à democracia em nota oficial
Alerj rebate declarações de Lula
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) emitiu uma nota contestando uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante sua visita à capital fluminense no último sábado (23). Na ocasião, Lula comentou que, se dependesse da Assembleia, a indicação de um governador seria diferente.
O comentário foi feito em referência ao governador interino do Rio de Janeiro, um desembargador que assumiu o cargo em meio a uma crise política.
No comunicado enviado à imprensa, a Alerj expressou seu respeito pelas instituições da República, mas desaprovou a afirmação de Lula. A nota destaca: “É inaceitável qualquer tentativa de generalizar ou criminalizar o Parlamento fluminense e seus representantes eleitos pelo povo do Rio de Janeiro.
A Alerj é uma instituição democrática, legítima e merece respeito.”
Desafios da segurança pública
Além disso, a Alerj ressaltou que muitos dos problemas enfrentados pelo Rio de Janeiro na área de segurança pública estão relacionados à “ausência de políticas nacionais eficazes de combate ao tráfico de armas, às fronteiras abertas ao crime organizado e à expansão das facções criminosas em todo o país”.
Por fim, a Assembleia fez um apelo por “união institucional, equilíbrio e responsabilidade”, enfatizando que é necessário evitar “declarações que estimulem divisão política ou prejulguem instituições”.
Nota da Alerj
A nota da Alerj afirma: “A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro respeita as instituições da República e espera o mesmo respeito por parte de todas as autoridades do país, inclusive do Presidente da República. É inaceitável qualquer tentativa de generalizar ou criminalizar o Parlamento fluminense e seus representantes eleitos pelo povo do Rio de Janeiro.
A Alerj é uma instituição democrática, legítima e merece respeito.”
O documento também menciona que “o Rio de Janeiro enfrenta desafios históricos na segurança pública, muitos deles relacionados à ausência de políticas nacionais eficazes de combate ao tráfico de armas, às fronteiras abertas ao crime organizado e à expansão das facções criminosas em todo o país.
O momento exige união institucional, equilíbrio e responsabilidade — e não declarações que estimulem divisão política ou prejulguem instituições. Seguiremos trabalhando pelo fortalecimento da democracia, da segurança pública e da defesa da população do Estado do Rio de Janeiro.”
Editoria:
Redação Política
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