Agro brasileiro atinge recorde de US 16,3 bilhões em exportações em julho de 2026, diz Mapa

As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram a marca de US 16,3 bilhões em julho de 2026, estabelecendo um recorde para o mês. O dado foi divulgado nesta quinta – feira (13) pelo Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) e representa um crescimento de 5,4% em relação aos US 15,5 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.
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No que diz respeito às importações, o valor totalizou US 1,75 bilhão, uma redução de 2,8% em comparação ao ano anterior. Esse montante não inclui a aquisição de insumos como fertilizantes, que somaram US 1,77 bilhão (alta de 1,5% em relação a 2025), e defensivos agrícolas, que totalizaram US 642,76 milhões (queda de 7,5%.
Desempenho dos principais produtos
As exportações do agronegócio representaram 47,9% do total embarcado pelo Brasil em julho. Os produtos que mais contribuíram para a balança comercial foram a soja, com US 7,15 bilhões (22,4% a mais que em 2025); carnes, que geraram US 2,91 bilhões (crescimento de 5,2%); produtos florestais com US 1,62 bilhão (alta de 16,5%); e o complexo sucroalcooleiro com US 1,13 bilhão (também cresceu 22,4%.
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O café foi o único produto entre os cinco principais a apresentar queda nas exportações.
A carne bovina in natura viu seus embarques caírem significativamente em julho: o valor totalizou US 1,45 bilhão e o volume caiu para 227,94 mil toneladas — uma redução de 5,8% e 17,7%, respectivamente. Comparado a julho de 2025, as vendas para o principal parceiro comercial do setor diminuíram em valor em impressionantes 39,6%, somando US 529,24 milhões.
Apesar da queda nos volumes exportados, o valor médio da carne bovina subiu para US 6.351 por tonelada — um aumento de 14,4% que ajudou a atenuar as perdas no setor.
Crescimento da soja e recordes em outros produtos
A soja se destacou como um dos principais produtos das exportações brasileiras no mês. Os embarques atingiram um recorde histórico tanto em valor quanto em volume: foram US 5,87 bilhões e 13,4 milhões de toneladas respectivamente. O preço médio por tonelada também cresceu para US 438 — um aumento de 7,4%.
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A China foi responsável por absorver cerca de 70% das exportações brasileiras dessa commodity.
Além da soja, outros produtos também alcançaram marcas recordes: celulose atingiu US 1,06 bilhão (+30,8%), carne de frango in natura chegou a US 876 milhões (+33.9%), e óleo de soja bruto alcançou R370 milhões (+184%). A quantidade exportada desses produtos também apresentou aumentos significativos.
Queda nas exportações de milho e açúcar
Por outro lado, os embarques de milho caíram tanto em volume quanto em valor: totalizaram apenas US415 milhões (-15.7%) com um envio reduzido para cerca de 1.94 milhão de toneladas (-20.2%). Apesar disso, o preço médio por tonelada subiu para R214.
A situação foi semelhante para o açúcar: as exportações também apresentaram queda significativa em volume (-19.2%) e valor (-32.6%), totalizando R849 milhões. Essa diminuição deve – se à redução na demanda dos principais mercados compradores como Malásia e Indonésia.
A China como principal destino das exportações
No cenário das exportações brasileiras do agronegócio em julho de 2026, a China manteve sua posição como principal destino ao concentrar US 5.64 bilhões — equivalente a aproximadamente 34.5% do total exportado pelo Brasil naquele mês. As vendas para este país aumentaram principalmente nos setores da soja e carne de frango.
A União Europeia ocupou a segunda posição entre os destinos mais relevantes para as exportações brasileiras com uma participação de R 2.4 bilhões (14.7%). Os Estados Unidos seguiram na sequência com R944 milhões mas registraram uma queda geral nas exportações comparado ao ano anterior.
O resultado das exportações do agronegócio neste mês reflete não só as oscilações do mercado internacional mas também as dinâmicas internas da produção brasileira.
Autor(a):
Ana Carolina Braga
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.


