Advogado é preso após agredir filha de seis anos em elevador de condomínio em SP

O advogado, que agrediu a filha em um elevador, permanece preso e pode enfrentar consequências legais severas após o caso ser registrado na DDM.

PM foi acionada por díndica que viu agressões pela câmera de segurança do elevador

Um homem de 44 anos foi preso em flagrante na noite de quinta – feira (20) após agredir sua filha de seis anos dentro de um elevador em um condomínio na Vila Siqueira, zona Norte de São Paulo. A situação foi registrada por câmeras de segurança do local e chamou a atenção de funcionários do prédio, que acionaram a Polícia Militar.

As imagens mostraram o advogado chacoalhando a menina e puxando seu cabelo. Em decorrência da gravidade das cenas, a CNN Brasil optou por editar o conteúdo. Ao tomarem conhecimento do ocorrido, os policiais se dirigiram ao apartamento da família e prenderam o homem.

Durante a ação, a mãe da criança também revelou ter sido agredida pelo marido.

Justificativa do suspeito

O advogado alegou que as agressões ocorreram porque ele se desesperou após não encontrar a filha por alguns minutos. Além disso, ele admitiu ter consumido bebida alcoólica e afirmou não lembrar de todos os acontecimentos daquela noite. O caso foi registrado na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde o homem permaneceu à disposição da Justiça.

A mãe da menina relatou que havia deixado o esposo tomando conta da criança enquanto trabalhava em home office. Quando voltou para casa, ouviu uma discussão entre eles no elevador, onde o marido teria xingado a criança. Ao entrar no apartamento para intervir, ela pediu ao marido que deixasse o local e levou a filha para outro cômodo, enquanto ele arrumava suas malas.

Naquele momento, a síndica do condomínio ligou avisando que já havia chamado a polícia. Mãe e filha saíram do apartamento e foram para o imóvel de uma amiga até a chegada dos policiais. Quando os agentes chegaram, encontraram o homem trancado em um dos cômodos e com a casa completamente revirada.

Ação policial e desdobramentos

Os policiais tentaram convencer o homem a sair do cômodo por cerca de duas horas. Ele se recusou e foi necessário arrombar a porta para retirá – lo à força. Após deixar o local, ele optou por não prestar declarações à polícia sobre o ocorrido.

Leia também

Em seu depoimento, o advogado contou que sua filha estava prestes a se encontrar com uma amiga no condomínio, mas acabou ficando sozinha no hall enquanto ele se ausentava. Ao retornar e não encontrar a menina, teria ficado desesperado e isso teria levado às agressões.

O homem admitiu ter discutido com sua esposa e filha dentro do apartamento, mas negou qualquer contato físico com a mulher, afirmando estar “95% seguro” de que não encostou nela durante as discussões.

Ainda segundo ele, não tinha lembrança clara das agressões à filha devido ao consumo de álcool naquele dia. Ele também declarou que decidiu não atender aos policiais quando foram chamados à residência por estar ciente dos seus direitos.