Ações de tecnologia enfrentam queda de mais de 6% após recorde histórico em junho

O nervosismo dos investidores reflete a pressão sobre as ações de tecnologia, com grandes nomes como Microsoft e Meta enfrentando perdas significativas.

26/06/2026 11:31

3 min

Logo da Nasdaq em Nova York em 17 de abril de 2026
Logo da Nasdaq em Nova York em 17 de abril de 2026

As ações de tecnologia enfrentaram uma semana turbulenta, com a Nasdaq registrando quedas diárias consecutivas e acumulando uma perda superior a 6% em relação ao recorde histórico alcançado em 2 de junho. Esse movimento foi acompanhado por uma forte liquidação no mercado sul – coreano, onde o índice Kospi despencou 5,8% na última sexta – feira.

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O nervosismo entre os investidores reflete um aumento da tensão no setor, que vivenciou anos de crescimento inflacionado pela promessa de inovação tecnológica, mas sem resultados concretos de lucro. Embora a tecnologia não esteja em declínio — na verdade, está se expandindo rapidamente — esse crescimento explosivo exige que as empresas gastem e tomem emprestados bilhões de dólares para desenvolver novas tecnologias, sem retorno imediato.

Custo elevado da inteligência artificial

A inteligência artificial (IA) tornou – se um empreendimento extremamente oneroso. A demanda crescente impulsionou um boom nos data centers, que exigem quantidades massivas de chips de alto desempenho. No entanto, as fabricantes de semicondutores não estão conseguindo atender essa demanda rapidamente o suficiente.

Como resultado, os preços dos chips dispararam, criando uma situação peculiar: as empresas que desenvolvem tecnologia estão prosperando, enquanto aquelas que fornecem os modelos de IA enfrentam dificuldades financeiras.

No mercado financeiro, grandes nomes como Microsoft e Meta estão em baixa após perderem cerca de um quinto do seu valor desde os picos recentes. Os demais integrantes do conhecido grupo Mag 7 — Amazon, Apple, Google, Nvidia e Tesla — também estão enfrentando correções significativas, com quedas superiores a 10% em relação às suas máximas recentes.

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A discrepância se tornou evidente na quinta – feira passada. A Apple anunciou um aumento nos preços devido à escassez de memória, o que provocou uma queda de mais de 6% nas suas ações. Em contrapartida, a Micron, fabricante de chips de memória e armazenamento, viu suas ações dispararem quase 16% após divulgar resultados trimestrais excepcionais impulsionados pela alta demanda por seus produtos.

Impacto no mercado e perspectivas futuras

Esse cenário conturbado também está afetando planos no mercado financeiro. De acordo com o New York Times, a volatilidade recente pode dificultar a obtenção da valuation desejada de US 1 trilhão por parte das empresas do setor. Nos últimos anos, a tecnologia tem sido um dos pilares sustentadores da alta do mercado acionário.

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Ainda assim, apesar da turbulência atual no setor tecnológico, ele já representou mais do que compensações nas perdas anteriores e atualmente corresponde a 19% do valor total do SP 500. Contudo, a possibilidade do Federal Reserve elevar os juros nos próximos meses pode pressionar ainda mais o setor tecnológico, que é particularmente vulnerável a custos elevados de crédito.

Se a instabilidade no setor tecnológico resultar em uma liquidação mais ampla dos mercados financeiros, outros setores precisarão sustentar o desempenho geral. Por outro lado, é importante notar que os setores não relacionados à tecnologia encerraram a semana todos em alta.

Mesmo com sua dependência do setor tecnológico, o SP 500 ainda se encontra a pouco mais de 3% do seu recorde histórico.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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