A Casa Branca defende a sanção ao Brasil e afirma não temer utilizar poder militar em nome da “liberdade de expressão”

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, proferirá declarações no dia em que o STF julga Jair Bolsonaro por tentativa de golpe.

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Foto: Reprodução

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, justificou na terça-feira as sanções contra o Brasil, afirmando que o presidente Donald Trump não tem receio de empregar o poder econômico e militar para “proteger a liberdade de expressão em âmbito global”.

Leavitt foi questionada em uma coletiva de imprensa sobre a viabilidade de novas sanções contra o Brasil ou países europeus, em razão de supostos atos de censura.

A porta-voz declarou que “Liberdade de expressão é o tema mais importante de nosso tempo”. Acrescentou que “isso justifica as ações significativas em relação ao Brasil, através de sanções e tarifas, para assegurar que países ao redor do mundo não punam seus cidadãos dessa maneira”.

Ela afirmou não prever nenhuma medida adicional. “No entanto, posso indicar que esta é uma prioridade para o governo, e o presidente não hesita em empregar o poder econômico e o poder militar dos Estados Unidos para defender a liberdade de expressão em âmbito global.”

A declaração se verifica no dia em que a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal julga o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – aliado de Trump – por liderar uma tentativa de golpe de Estado.

A embaixada dos Estados Unidos no Brasil divulgou recentemente uma mensagem do subsecretário para Diplomacia Pública do Departamento de Estado norte-americano, Darren Beattie, que justifica as sanções impostas ao ministro do STF Alexandre de Moraes.

O dia 7 de setembro celebrou o 203º aniversário da Independência do Brasil, relembrando o compromisso de apoio ao povo brasileiro em busca da preservação dos valores de liberdade e justiça. “Para o ministro Alexandre de Moraes e para aqueles indivíduos cujos abusos de autoridade têm minado essas liberdades fundamentais, continuaremos a tomar as medidas cabíveis.”

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Fonte por: Carta Capital

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