5 maus hábitos que aceleram o desgaste da sua moto e como evitá-los

Especialista lista erros comuns que comprometem a durabilidade e a segurança da motocicleta no dia a dia.

27/09/2026 02:22

3 min

Veja 5 maus hábitos que aceleram o desgaste da sua moto
Veja 5 maus hábitos que aceleram o desgaste da sua moto

Quem depende da motocicleta para trabalhar ou se locomover todos os dias sabe o quanto a correria pode deixar os cuidados com o veículo de lado. O problema é que certas atitudes aparentemente inofensivas aceleram o desgaste de peças importantes, colocam a segurança em risco e pesam no bolso com consertos inesperados.

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Para ajudar os motociclistas a evitar esses problemas, a CNN Brasil conversou com José Cesário Neto, coordenador de capacitação e suporte técnico da Mobil. Ele listou cinco erros comuns do dia a dia que devem ser evitados para garantir mais durabilidade à moto.

Manutenção adiada e óleo vencido

Um dos erros mais frequentes é postergar a manutenção e rodar com o óleo lubrificante vencido. Sem a troca no prazo correto, o motor trabalha com atrito elevado e temperaturas acima do ideal. O óleo desgastado perde a capacidade de lubrificar e limpar internamente, o que pode provocar acúmulo de borra e desgaste precoce de componentes como pistões e bronzinas.

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A corrente de transmissão também exige atenção. Por ficar exposta ao asfalto, acumula poeira, areia e água com frequência. Sem limpeza periódica e lubrificação adequada, a sujeira age como uma lixa sobre o conjunto de relação — que inclui coroa, pinhão e corrente.

O resultado são folgas, ruídos e uma redução drástica na vida útil do sistema.

Produtos errados e fluidos esquecidos

Outro ponto crítico é o uso de produtos fora das especificações do fabricante. Óleos, fluidos ou graxas genéricas que não seguem as viscosidades e normas técnicas do manual podem comprometer o funcionamento mecânico. “Cada componente trabalha sob condições diferentes e precisa de uma solução adequada.

A escolha do produto deve partir sempre das especificações recomendadas pelo fabricante, e não apenas de uma preferência ou indicação genérica”, alerta José Cesário Neto.

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Também é essencial checar regularmente o nível do óleo do motor, do fluido de freio e do arrefecimento. A verificação deve ser feita com a moto nivelada e o motor frio. Rodar com volume insuficiente de fluido de freio, por exemplo, pode permitir a entrada de ar no sistema, comprometendo a frenagem.

Sinais que não podem ser ignorados

Por fim, o especialista recomenda não ignorar pequenos sinais e ruídos anormais. Vibrações que surgem do nada, estalos ao trocar de marcha, dificuldade para acionar a embreagem ou barulhos metálicos raramente desaparecem sozinhos. Tratar essas alterações como eventos isolados permite que falhas simples em rolamentos, freios ou suspensão se transformem em quebras graves durante o trajeto.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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