12º Congresso do Cpers debate educação pública em Novo Hamburgo
12º Congresso Estadual do Cpers: defesa da educação pública em debate
O 12º Congresso Estadual do Cpers reuniu cerca de 1,7 mil delegados e delegadas de diversas regiões do estado, ao longo de três dias, em maio, na Fenac, em Novo Hamburgo (RS). O encontro, com o tema “Exigir nossos direitos é ensinar democracia”, teve como objetivo debater os rumos da educação pública no estado e definir as diretrizes políticas, educacionais e sindicais da entidade para os próximos anos.
A discussão abordou temas cruciais como o avanço da privatização, o neoliberalismo e as políticas de precarização do ensino, refletindo a preocupação da categoria com o futuro da educação.
Debates e temas centrais
Ao longo dos três dias, educadoras e educadores discutiram questões complexas, incluindo o impacto da extrema direita e do neoliberalismo nos investimentos sociais, o novo Ensino Médio e a crescente violência nas escolas. A preocupação com o adoecimento da categoria e a precarização das condições de trabalho também estiveram em evidência.
A defesa da democracia, da valorização profissional e da educação pública foram pilares centrais dos debates, demonstrando o compromisso do sindicato com a garantia de um sistema educacional de qualidade para todos.
Participação de entidades e representantes
A abertura do congresso contou com a presença de sindicatos, movimentos sociais e apresentações culturais dos grupos Guapa 60+ e Palestino Terra. Representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), da Força Popular Sindical, da Intersindical, da CSP-Conlutas e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) participaram do evento, fortalecendo a aliança em defesa da educação pública.
Reforço da resistência histórica
A direção do Cpers resgatou os feitos da entidade ao longo de sua história, enfatizando a importância da luta contínua pela garantia de direitos e pela qualidade da educação. O evento reafirmou o compromisso do sindicato com a defesa de um sistema educacional público, gratuito e de qualidade, acessível a todos.
Análise do contexto internacional
A presidenta do CNTE, Fátima Aparecida da Silva, relacionou conflitos internacionais, como o avanço da extrema direita e a privatização da educação pública, com a situação no Brasil. Ela destacou a fragmentação política global e o enfraquecimento dos organismos multilaterais, como a ONU, e alertou para a disputa por recursos estratégicos, como terras raras.
A dirigente criticou as intervenções dos Estados Unidos em países como Venezuela e Cuba, defendendo a autonomia dos povos para resolver seus próprios conflitos internos.
Críticas ao neoliberalismo e à educação inovadora
A psicóloga Giuliana Mordente apresentou uma análise crítica do neoliberalismo escolar e da “falácia da educação inovadora”. Ela argumentou que o modelo neoliberal ultrapassa a dimensão econômica e organiza modos de viver, sentir e compreender o mundo, transformando a educação em uma mercadoria.
A especialista criticou a influência de empresários e fundos de investimento no setor educacional, bem como o uso de metodologias aparentemente progressistas que mantêm estruturas conservadoras e alinhadas ao mercado.
O 12º Congresso Estadual do Cpers representou um momento importante para a reflexão e a mobilização em defesa da educação pública, reafirmando o compromisso do sindicato com a luta por um sistema educacional justo, igualitário e de qualidade para todos os brasileiros.
Editoria:
Redação Saúde e Educação
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