11 de setembro: repórter relembra aviso a Bush na escola: “A América está sob ataque”

Bush planeja participar de cerimônia no Ground Zero, em Nova York, para marcar os 25 anos dos ataques e relembrar as vítimas.

11/09/2026 04:42

4 min

George W. Bush fala com bombeiros em NY após os ataques de 11 de setembro
George W. Bush fala com bombeiros em NY após os ataques de 11 de...

Em 11 de setembro de 2001, o presidente George W. Bush estava na Flórida para um evento sobre políticas educacionais quando recebeu a notícia dos ataques às torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York. Menos de oito meses depois de assumir a presidência dos Estados Unidos, ele acompanhou o início da maior crise de seu governo na escola primária Emma E.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Booker, em Sarasota.

O correspondente da Reuters que viajava com Bush naquele dia estava em um centro de imprensa próximo, onde jornalistas assistiam à transmissão ao vivo. Primeiro, um avião atingiu uma das torres e foi tratado como possível acidente. A hipótese caiu por terra quando um segundo avião atingiu o outro prédio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O aviso na escola e a reação de Bush

Bush lia para as crianças quando um assessor da Casa Branca entrou na sala e falou em voz baixa sobre o novo impacto. A mensagem foi direta: “A América está sob ataque.” Câmeras registraram o choque no rosto do presidente.

Ao longo daquela semana, Bush alternou horror, raiva, pesar e lágrimas pelas vítimas. Também prometeu que os responsáveis seriam punidos. Mais tarde, ao programa “60 Minutes II”, da CBS, ele resumiu o impacto daqueles acontecimentos: “Ficou evidente… que o mundo havia mudado”.

O ex – presidente, hoje com 80 anos, planeja participar de uma cerimônia na sexta – feira (11), no Ground Zero, em Nova York, para marcar o 25º aniversário dos ataques. Na noite de quarta – feira (9), ele falou sobre a data em sua biblioteca presidencial, em Dallas.

No local, 16 obras de arte pintadas por Bush, com retratos da coragem e do sacrifício daquele dia, estarão em exposição.

Leia também

A retirada do presidente e o retorno a Washington

Após os ataques, a equipe de segurança levou Bush às pressas ao Air Force One. As torres do World Trade Center desabaram e provocaram a morte de cerca de 3.000 pessoas. Um terceiro avião atingiu o Pentágono, matando as 64 pessoas a bordo e 125 pessoas no prédio.

Um quarto avião caiu em um campo em Shanksville, na Pensilvânia, depois que passageiros enfrentaram os sequestradores. As 44 pessoas que estavam a bordo morreram. Em Washington, o medo aumentou com a fumaça no Pentágono, e a Casa Branca foi esvaziada.

Funcionárias do Serviço Secreto foram orientadas a tirar os sapatos de salto para correr.

O Air Force One levou Bush primeiro à Base Aérea de Barksdale, na Louisiana, e depois à Base Aérea de Offutt, em Nebraska. Em um bunker subterrâneo, ele participou de uma videoconferência com assessores de segurança nacional e o vice – presidente Dick Cheney.

No fim da tarde, voltou à Casa Branca e fez um pronunciamento no Salão Oval.

Enquanto Bush cruzava o país, jornalistas ficaram retidos na Flórida porque todo o tráfego aéreo havia sido suspenso. Um grupo ligado à Associação de Correspondentes da Casa Branca conseguiu retornar de ônibus fretado. A viagem até a capital durou 14 horas, e a primeira imagem de Washington foi a abertura fumegante no Pentágono.

O Ground Zero e as lembranças das cinzas

Em 14 de setembro, Bush foi ao Ground Zero acompanhado do então prefeito Rudy Giuliani. As torres ainda queimavam, o cheiro podia ser sentido a quilômetros e havia receio de que construções próximas também desabassem. Cinzas cobriam calçadas, ruas e os ombros de bombeiros exaustos.

Sobre os restos de um caminhão de bombeiros, Bush declarou que os Estados Unidos estavam em guerra contra militantes islâmicos. Com um megafone, afirmou: “Eu consigo ouvir vocês! Eu consigo ouvir vocês! O resto do mundo ouve vocês! E as pessoas que derrubaram estes prédios vão ouvir todos nós em breve!”.

O governo Bush passou o restante da presidência tentando impedir um novo ataque semelhante. As falhas de segurança levaram ao reforço da proteção em aeroportos e prédios públicos. O governo também foi criticado pelas duras técnicas de interrogatório contra suspeitos de militância islâmica, enquanto a invasão do Iraque, em 2003, foi considerada por muitos um erro de alto custo.

Os sapatos usados pelo correspondente no Ground Zero ficaram cobertos de cinzas e fuligem. Vinte e cinco anos depois, continuam guardados em um saco plástico dentro de um armário: danificados demais para o uso, mas importantes demais para serem descartados.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!