Zelensky denuncia ataque massivo contra Kiev; crianças estão entre as vítimas
A capital da Ucrânia foi alvo de um novo e massivo ataque russo na madrugada desta segunda-feira, dia 6. A cidade sofreu uma série violenta de explosões que marcam o segundo grande assalto em poucos dias contra Kiev.
O bombardeio ocorreu pouco antes do encontro esperado para a importante cúpula militar da OTAN. Segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, os ataques deixaram pelo menos 12 mortos e mais de 64 feridos, entre eles crianças.
Escala dos ataques: mísseis e drones sobre centros urbanos
Zelensky confirmou à imprensa o ataque russo gigantesco da noite anterior e detalhou que foram lançados 68 mísseis e 351 drones de ataque.
O presidente lamentou o cenário devastador. Ele informou ainda que os danos não se limitaram a uma área específica; houve registros em mais de dez locais da cidade, incluindo edifícios residenciais.
No campo militar, enquanto os avanços terrestres russos parecem estagnados, Moscou tem intensificado ataques massivos com mísseis e drones contra áreas urbanas ucranianas.
Essa tática visa saturar completamente as defesas aéreas.
Estratégias militares: o confronto nas infraestruturas
Do outro lado, a Ucrânia implementou uma estratégia de ataques focada em refinarias de petróleo e instalações militares russas. O movimento busca provocar escassez de combustível no território russo.
Nos ataques desta segunda-feira (6), a Força Aérea Ucraniana confirmou os números: foram lançados 68 mísseis e 351 drones.
Apesar de as defesas terem interceptado grande parte dos mísseis de cruzeiro, nenhum míssil balístico foi derrubado. Especialistas militares sugerem que houve uso do míssil hipersônico Zircon nos ataques, já que Kiev tem poucos sistemas, como o Patriot, capazes de interceptar mísseis tão rápidos.
Repercussões políticas: o envolvimento internacional
O cenário político global também registra novos desdobramentos em meio ao conflito na Ucrânia. Zelensky deve se reunir com Donald Trump na cúpula da Otan, na Turquia, na quarta-feira (8); Trump também conversou recentemente com Vladimir Putin.
Os contatos ocorrem após meses de foco no conflito envolvendo o Irã, e a liderança ucraniana espera que o diálogo avance durante a cúpula da Otan em Ancara.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.
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