Prorrogação do 2º turno por Zanin teve efeito limitado: só 5.329 votos vieram após as 17h05

Cerca de 34.330 eleitores votaram depois das 17h no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, realizado no domingo (25). Os dados são do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e foram levantados pela Setup News, parceira da CNN Brasil. A votação foi estendida em duas horas por decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), após relatos de dificuldades no transporte de eleitores em diferentes regiões do país.
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Após o resultado, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a prorrogação não alterou o desfecho. Lula (PT) venceu com 51,79% dos votos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL).
Quantos votos entraram depois das 17h
Pelo levantamento, entre as 17h e as 17h05 foram registrados 29.001 votos. Do fim desse intervalo até o último voto, às 19h06, foram computados mais 5.329. A concentração no início do período indica que parte dos eleitores pode ter chegado às seções antes do horário previsto para o fechamento das urnas.
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Só no primeiro minuto, entre 17h e 17h01, foram contabilizados 13.961 votos. Esse dado reforça a leitura de que muitos eleitores já estavam na fila quando a votação terminaria.
No primeiro turno, o cenário foi bem diferente. Após as 17h, 3.724.999 eleitores votaram, mas depois das 18h foram registrados apenas 1.993 votos e, após as 19h, somente 11. Naquela etapa não houve prorrogação. Os votos computados depois do horário foram de eleitores que já estavam na fila às 17h, conforme o Código Eleitoral.
Impasse com urnas já fechadas
A decisão saiu por volta das 17h, justamente no horário inicialmente previsto para o encerramento. Como milhares de urnas já tinham sido fechadas, a ordem gerou um problema operacional.
Depois, o TSE esclareceu que a extensão valeria apenas para as seções que ainda estivessem abertas. Equipamentos já encerrados não poderiam ser reativados.
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Campanhas pediram a prorrogação
A ampliação do horário saiu de pedidos das campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro. A coligação do presidente acionou primeiro o TSE para pedir mais tempo em estados com problemas na circulação de ônibus, o que teria atrapalhado o deslocamento dos eleitores.
Por volta das 16h20, o PT recorreu ao STF e solicitou duas horas extras em todo o território nacional.
Zanin foi sorteado relator do caso e acolheu o pedido. Já a campanha de Flávio Bolsonaro havia buscado no TSE a extensão da votação em São Paulo, Paraná e Santa Catarina, alegando que condições climáticas prejudicaram o comparecimento dos eleitores.
Com a decisão de Zanin, o TSE orientou que as seções ainda abertas funcionassem até as 19h. A medida, porém, não permitiu reabrir urnas que já tinham sido desligadas.
Editoria:
Redação Política
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