Zak Brown critica co-propriedade na Fórmula 1 e alerta para riscos à justiça esportiva

Zak Brown critica co-propriedade na Fórmula 1
O chefe da McLaren, Zak Brown, reiterou nesta quarta-feira sua oposição à co-propriedade de múltiplas equipes e alianças na Fórmula 1, enfatizando que a categoria deve se distanciar desse modelo o mais rápido possível. Brown, que é um crítico de longa data dessa situação, aponta que a Red Bull controla duas das 11 equipes do grid, obtendo vantagens esportivas e financeiras, mesmo atuando de forma independente.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Enquanto a McLaren, atual campeã, terá que aguardar até 2028 para contar com o engenheiro de corrida de Max Verstappen, Gianpiero Lambiase, devido a compromissos contratuais, a Red Bull consegue transferir profissionais da equipe irmã Racing Bulls sem atrasos. “Co-propriedade… hoje em dia isso é proibido em quase todas as principais modalidades esportivas”, declarou Brown a jornalistas durante um evento da McLaren. “Isso representa um alto risco de comprometer a integridade da justiça esportiva… sempre fui vocal sobre isso desde o início.”
Exemplos de riscos na co-propriedade
Para ilustrar os riscos, Brown mencionou o caso do australiano aposentado Daniel Ricciardo, que, ao correr pela equipe secundária, conseguiu um ponto de volta mais rápida da McLaren para beneficiar a Red Bull em Singapura, em 2024. Ele destacou que funcionários podem mudar de equipe rapidamente, citando o atual chefe da Red Bull, Laurent Mekies, que veio da Racing Bulls para substituir Christian Horner, demitido no ano anterior, enquanto a McLaren precisa esperar ou negociar acordos financeiros que afetam o teto de gastos.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
“Vimos a Ferrari e a Haas movimentarem pessoas de um lado para o outro”, comentou. “Você consegue imaginar um jogo da Premier League onde duas equipes pertencem ao mesmo grupo? Uma pode ser rebaixada se perder, enquanto a outra pode se dar ao luxo de perder.
Esse é o risco que enfrentamos.”
Leia também
Independência das equipes e motores compartilhados
Brown acredita que ter fabricantes de unidades de potência e fornecedores é o limite, e que todas as 11 equipes devem ser o mais independentes possível, pois isso representa um alto risco e já comprometeu a integridade do esporte, afastando os fãs.
Ele expressou satisfação ao notar que os carros da Red Bull e da Racing Bulls parecem diferentes e reconheceu a contribuição da equipe ao longo dos anos, lembrando que a Red Bull adquiriu a equipe Minardi no final de 2005, transformando-a em uma estrutura para desenvolver novos talentos.
O americano também se posicionou em relação à possibilidade de a Mercedes adquirir uma participação minoritária na Alpine, como tem sido discutido. Além disso, Horner tem sido associado a um retorno à Fórmula 1 por meio da Alpine, e Brown, um rival histórico, sugeriu que a volta do britânico poderia ser benéfica para o esporte. “Acho que seria ótimo tê-lo de volta.
Dada a paixão dele pelo esporte e sua experiência, ficaria surpreso se ele não voltasse, seja com a Alpine ou outra equipe”, concluiu.
Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



