Xuxa Meneghel revela detalhes sobre transplante capilar e luta contra alopécia androgenética
Xuxa Meneghel revela sua luta contra a alopécia androgenética e detalhes sobre o transplante capilar que realizou. Descubra mais sobre sua jornada!
Xuxa Meneghel fala sobre transplante capilar e alopécia androgenética
A apresentadora Xuxa Meneghel, de 63 anos, compartilhou detalhes sobre sua experiência com o cabelo e o transplante capilar realizado há um ano. Durante o lançamento da Mondepars no Shopping Leblon, a Rainha dos Baixinhos comentou sobre suas expectativas em relação aos fios, uma vez que enfrenta a alopécia androgenética, condição que também afeta sua mãe.
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A alopécia androgenética é uma forma de calvície que tem origem genética e resulta no afinamento progressivo dos fios e na perda capilar. A dermatologista Marcia San Juan Dertkigil, especialista em tricologia médica, explica que a principal causa dessa condição é a ação do hormônio diidrotestosterona (DHT) nos folículos capilares, levando à miniaturização e, eventualmente, à interrupção do crescimento dos cabelos.
Características da alopécia androgenética
Nos homens, a queda de cabelo geralmente se manifesta como “entradas” e diminuição dos fios na parte superior da cabeça, podendo evoluir para calvície total. Já nas mulheres, a perda é mais difusa, com alargamento da risca central, mas sem áreas completamente calvas.
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A dermatologista Fabiola Bordin, especialista em dermatologia pelo Hospital do Servidores do Estado do Rio de Janeiro, ressalta que a predisposição genética pode ser herdada tanto do lado materno quanto paterno.
Além da genética, hábitos como o tabagismo e a exposição excessiva ao sol podem agravar a condição. Embora a alopécia androgenética afete ambos os sexos, é mais prevalente em homens devido aos níveis mais altos de hormônios masculinos.
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Tratamentos disponíveis
O tratamento da alopécia androgenética envolve o uso de medicamentos que ajudam a retardar a progressão da doença e a estimular o crescimento capilar. Contudo, esses medicamentos podem ter efeitos colaterais, como espessamento de pelos corporais, inchaço e, em alguns casos, impactos na libido e na função erétil.
O transplante capilar é uma opção, mas deve ser combinado com o uso contínuo de medicamentos para manter os resultados.
A única forma de evitar a progressão da doença e a calvície é através de tratamentos com medicamentos orais ou tópicos, além de procedimentos em consultório. Esses tratamentos tornam os folículos “mais ativos”, aumentando a quantidade e o volume dos fios.
Procedimentos como laser, terapia regenerativa e eletroporação de medicamentos diretamente no couro cabeludo têm mostrado resultados significativos na recuperação dos cabelos.
Importância do acompanhamento médico
Segundo Bordin, muitos pacientes chegam ao consultório acreditando que precisam de um implante capilar, mas é possível reverter o quadro com os tratamentos adequados. O tratamento em casa deve ser mantido por toda a vida; a interrupção do uso dos medicamentos pode levar à perda dos resultados em poucos meses.
Embora existam poucos lasers eficazes, eles podem gerar resultados expressivos, e a infusão de medicamentos por MMP ou eletroporação (sem agulhas) é uma das inovações mais significativas dos últimos anos.
É importante evitar o uso de finasterida e dutasterida em pacientes com histórico de problemas relacionados, pois esses medicamentos podem causar diminuição do volume espermático. Embora não causem infertilidade, podem dificultar a chance de gestação em homens com espermograma alterado.
Além disso, há relatos de diminuição da libido e ereção, embora a probabilidade seja pequena.
Além dos tratamentos medicamentosos, procedimentos como laser e infusão de medicamentos no couro cabeludo têm mostrado resultados positivos. A aplicação direta dessas substâncias melhora a eficácia do tratamento e minimiza os efeitos colaterais.
Hábitos saudáveis, como o uso de shampoos adequados, uma alimentação balanceada e o controle do estresse, também são fundamentais para manter a saúde capilar. O acompanhamento médico é essencial para determinar a melhor abordagem para cada paciente.