Tragédia nas Maldivas: Sargento-mor Mohamed Mahudhee morre em operação submarina

Tragédia nas Maldivas: Sargento-mor Mohamed Mahudhee morre durante operação submarina. Entenda os riscos da doença da descompressão e suas consequências.

19/05/2026 22:51

3 min

Tragédia nas Maldivas: Sargento-mor Mohamed Mahudhee morre em operação submarina
(Imagem de reprodução da internet).

Tragédia nas Maldivas: Sargento-mor Mohamed Mahudhee e a Doença da Descompressão

O sargento-mor Mohamed Mahudhee estava envolvido em uma operação submarina nas Maldivas quando foi acometido por uma condição que resultou em sua morte. Ele fazia parte de uma equipe de mergulhadores que buscava quatro italianos desaparecidos em cavernas submarinas no Atol de Vaavu.

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Durante a missão, Mahudhee desenvolveu a doença da descompressão, uma das condições de risco mais frequentes entre mergulhadores.

A doença da descompressão ocorre, principalmente, quando o mergulhador retorna à superfície de forma muito rápida, o que impede que o organismo elimine os gases acumulados durante o tempo submerso. Essa condição pode ser fatal e seus principais sintomas devem ser compreendidos.

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Comportamento dos Gases em Grandes Profundidades

O ar que respiramos é composto por nitrogênio e oxigênio, que, sob alta pressão em grandes profundidades, se comprimem facilmente. Esse comportamento resulta na acumulação de moléculas de nitrogênio no sangue e nos tecidos, formando bolhas de gás.

Durante a subida à superfície, essas bolhas podem se expandir, causando lesões em vasos sanguíneos e órgãos, além de gerar pequenos coágulos.

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A obstrução dos vasos sanguíneos pode levar a consequências graves, incluindo sintomas semelhantes aos de uma gripe. As bolhas de nitrogênio também podem provocar inflamação, resultando em inchaço e dor em músculos, articulações e tendões.

Sintomas e Fatores de Risco

Os sintomas da doença da descompressão podem variar em gravidade e incluem fadiga, dor muscular e formigamento. Em casos mais severos, podem surgir dormência, fraqueza em membros, instabilidade, vertigem, dificuldade para respirar e dor no peito. Fatores como obesidade, doenças cardiovasculares, idade avançada e condições de mergulho, como grandes profundidades e desidratação, podem aumentar o risco de desenvolvimento da doença.

Os sintomas costumam aparecer de forma mais lenta em comparação com a embolia gasosa, com cerca de 90% das pessoas apresentando sinais apenas seis horas após o mergulho. Os primeiros indícios incluem perda de apetite, dor de cabeça e sensação febril.

Prevenção da Doença da Descompressão

Quando um mergulhador retorna à superfície, a pressão externa diminui rapidamente, permitindo que os gases acumulados sejam liberados pelos pulmões. Para garantir que esse processo ocorra de maneira segura, é essencial que a subida seja lenta, permitindo a eliminação adequada do nitrogênio.

Se a subida for muito rápida, o gás pode se transformar de estado dissolvido para gasoso, formando microbolhas na corrente sanguínea.

Por essa razão, protocolos de mergulho, como os do U.S. Navy Diving Manual, recomendam a realização de “paradas de descompressão”. Essas paradas permitem que os mergulhadores façam pausas em determinados pontos antes de continuar a subida, dando tempo ao organismo para liberar os gases acumulados.

Muitos mergulhadores utilizam dispositivos portáteis que monitoram continuamente a profundidade e o tempo de permanência, calculando a tabela de descompressão necessária para um retorno seguro.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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