Terras raras podem azedar relação entre Brasil e EUA, e Lula deve buscar Europa e Ásia, diz Winter

Editor-chefe da Americas Quarterly, Winter diz que Trump preferia Flávio Bolsonaro, mas respeita Lula, e vê reconciliação difícil.

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Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva na Casa Branca, durante encontro no dia 7 de maio.
Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva na Casa Branca, durante...
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Brian Winter, editor-chefe da Americas Quarterly, avaliou em entrevista ao WW os rumos da relação entre Brasil e Estados Unidos depois da eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Na visão dele, o governo de Donald Trump gostaria de ver outro desfecho nas urnas brasileiras. Mesmo assim, o jornalista enxerga uma convivência cordial entre os dois líderes.

Washington queria um aliado mais alinhado

Winter afirmou que a gestão Trump deixava clara a preferência por um parceiro mais próximo de sua agenda. “Eles queriam a eleição do Flávio Bolsonaro”, disse o especialista, ao observar que o interesse ia além da afinidade ideológica.

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De acordo com ele, a Casa Branca aposta em iniciativas contra o crime organizado, um problema que, nas palavras dele, vem crescendo na América do Sul e na América Latina ao longo da última década. Entre essas iniciativas, ele citou o chamado “Escudo das Américas”.

Respeito existe, mas há feridas abertas

Apesar da preferência pelo candidato derrotado, Winter reconheceu que Trump nutre respeito por Lula. “O Trump respeita o Lula como ele respeita os líderes de grandes países importantes ao redor do mundo”, declarou.

O especialista, porém, lembrou que as marcas deixadas pelo embate político dos últimos 13 anos podem atrapalhar uma aproximação de fato entre os dois governos.

Winter vê caminho difícil para reaproximação

Ele se mostrou cético quanto à chance de o governo Lula “pacificar” rapidamente a relação com Washington. Para Winter, Brasília ainda não estará preparada para tratar com tranquilidade de temas delicados, como o das terras raras.

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“Acho que vai ter que costurar alguma coisa ou talvez essa coisa vai ficar um pouco tensa”, disse, ao acrescentar que o Brasil pode buscar laços mais estreitos com a Europa, a Ásia e, talvez, o Canadá.

Ao final, Winter resumiu o cenário com uma previsão pouco otimista: “Acho que o caminho aqui para uma reconciliação entre Washington e Brasília vai ser difícil mesmo”.

A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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