Weverton nega envolvimento em investigação e critica tentativas de “forçação de barra
Weverton Rocha se defende de acusações e reafirma foco em sua campanha, enquanto investigações sobre sua relação com Humberto Martins seguem em andamento.
O senador Weverton Rocha (PDT – MA) se manifestou nesta sexta – feira (14) para negar qualquer envolvimento com o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça)Humberto Martins, no intuito de obstruir investigações relacionadas a uma organização criminosa no Maranhão. “Eu repreendo qualquer tipo de possibilidade que se tente fazer de envolvimento do meu nome na relação com esse caso”, afirmou o parlamentar.
As investigações, conduzidas pelo STF (Supremo Tribunal Federal), analisam supostos contatos entre Weverton e Humberto Martins durante o andamento do inquérito sobre o assassinato do empresário João Bosco Pereira, ocorrido em São Luís em 2022. As autoridades estão examinando alegações de que o senador teria utilizado sua influência para atrasar a investigação no STJ que envolve a família Brandão, atual núcleo de poder no governo maranhense, sob a liderança do governador Carlos Brandão (MDB.
Defesa e Relações Institucionais
Weverton Rocha, ao se defender, destacou que não tinha vínculos políticos com o grupo de Carlos Brandão durante o período em questão. Ele classificou como uma “forçação de barra” qualquer tentativa de associar seu nome ao crime. Quanto à sua relação com Humberto Martins, o senador ressaltou que é estritamente “institucional”. “Você sempre tem diálogo institucional dentro de gabinete.
Não é fora da instituição, não é fora de agenda”, explicou.
Ele ainda complementou: “Eu tenho vários diálogos com ele [Humberto Martins]. Eu acho que é forçação de barra. Eu repudio total e vou ficar com foco na minha campanha.” Essa declaração vem em meio a um momento delicado para o senador, que enfrenta questionamentos sobre sua conduta.
Investigações e Contatos Frequentes
Documentos obtidos pela Polícia Federal revelaram que dados extraídos do celular de Weverton indicam contatos frequentes entre ele e Humberto Martins, inclusive referentes a processos específicos. Um dos momentos destacados pela investigação foi uma ligação de cerca de cinco minutos entre os dois em 2 de junho de 2025.
Na mesma data, houve uma decisão relacionada à transferência de Gilbson Júnior para Brasília; após essa movimentação, não houve novas atualizações relevantes no processo.
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A PF também mencionou um esforço coordenado para evitar que Gilbson Júnior e sua família compartilhassem informações sobre a família Brandão ou firmassem acordo de delação premiada. Há registros indicando que eles foram orientados a mentir durante os depoimentos.
Existe a suspeita de que Weverton Rocha tenha recebido pagamentos da Família Brandão em troca da tentativa de interferir nas investigações no STJ.