Fed sob Warsh: revisão de cenário nos próximos meses adia decisão de juros
Warsh defende Fed independente e alerta para risco de inflação “teimosa” O indicado à presidência do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, afirmou que o banco central americano precisa manter a independência e seguir firme no combate à inflação.
A declaração foi feita durante sua participação em um evento com investidores, no qual ele defendeu uma postura mais cautelosa da política monetária nos próximos anos. Segundo Warsh, o processo de desinflação nos Estados Unidos perdeu força recentemente, o que exige atenção redobrada.
Ele avaliou que o Fed não pode afrouxar a política monetária sem sinais claros de que a alta de preços está sob controle. “Precisamos ver uma desaceleração sustentada da inflação antes de qualquer movimento de corte de juros”, afirmou. A declaração foi dada durante painel sobre perspectivas econômicas globais.
Ele também comentou a independência do banco central americano. Na avaliação dele, a credibilidade da instituição depende de decisões técnicas, sem interferência política. O texto ainda traz que o Fed mantém os juros na faixa atual enquanto não houver convicção sobre a trajetória da inflação.
A próxima reunião do comitê que define a política monetária está marcada para os dias 27 e 28 de janeiro. A leitura do mercado é de que o comunicado desta semana deve reforçar o tom de cautela. A ata da reunião anterior mostrou dirigentes divididos sobre os próximos passos, e a expectativa é de que essa divisão continue no documento que será divulgado.
Para o economista-chefe de uma corretora ouvido pela reportagem, o processo de desinflação nos Estados Unidos perdeu força. “A desaceleração da inflação parou”, afirmou. Ele avalia que o Fed deve manter os juros no patamar atual até o segundo semestre, quando o cenário pode ficar mais claro.
O mercado acompanha ainda os efeitos das tarifas anunciadas pelo governo americano sobre importações. Segundo analistas, a medida pode pressionar preços e atrasar o ciclo de cortes de juros no país. A próxima reunião do Fed está marcada para março.
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A expectativa é que a taxa permaneça entre 4,25% e 4,50% ao ano., – Agora, escreva a matéria jornalística em PT-BR seguindo todas as regras acima. Use o texto-fonte a seguir: # Copom mantém Selic em 15% ao ano e sinaliza alta de 1 ponto em junho O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano, após duas altas seguidas de 1 ponto percentual.
A decisão foi unânime e veio na esteira da piora do cenário externo, marcada pela imposição de tarifas recíprocas dos Estados Unidos, que elevou a incerteza global. O comunicado divulgado após a reunião indica que o colegiado passou a ver riscos relevantes para o cenário internacional, mas também avalia que a atividade econômica brasileira segue em ritmo forte.
Ainda assim, o Banco Central sinalizou que pode voltar a subir os juros na próxima reunião, marcada para os dias 16 e 17 de junho. O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 15% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado, mas o comunicado trouxe mudanças na avaliação do cenário.
A inflação, por sua vez, segue pressionada. O Copom citou a alta nos preços de alimentos e a inflação de serviços, que continuam acima do esperado. Ainda assim, o comitê avaliou que o balanço de riscos segue “incerto”, e que a magnitude total do ciclo de aperto monetário dependerá da evolução da inflação, das expectativas de mercado e do cenário fiscal.
A decisão foi unânime, segundo o comunicado divulgado após a reunião. O colegiado afirmou que seguirá monitorando o cenário e que as próximas medidas dependerão da dinâmica da inflação. A ata da reunião, com os detalhes das discussões, será publicada na próxima semana.
A orientação do comitê é de cautela. O texto aponta que a política monetária deve seguir “contraturada” — ou seja, em processo de aperto — para garantir a convergência da inflação à meta. A avaliação é que o cenário segue “desafiador”, com pressões de preços ainda presentes na economia.
Para os próximos passos, o colegiado afirmou que seguirá monitorando o cenário fiscal e as expectativas de inflação. A próxima reunião do comitê está marcada para os dias 17 e 18 de março, quando a nova decisão sobre a taxa básica de juros será anunciada. ## O que diz o comunicado No documento, o comitê citou a resiliência da atividade econômica e o mercado de trabalho aquecido como fatores que pedem atenção.
Também mencionou o repasse cambial e as expectativas de inflação como pontos de vigilância. A decisão foi unânime entre os membros do colegiado. O comunicado reforçou que a trajetória da política monetária seguirá dependente da evolução da inflação, principalmente dos componentes mais sensíveis a choques e à atividade econômica.
A autoridade monetária também repetiu o alerta sobre a desancoragem das expectativas de inflação. ## Repercussão e próximos passos A decisão foi anunciada após a reunião do comitê, que avaliou os últimos indicadores de preços e o comportamento da atividade econômica.
O comunicado oficial destaca que a trajetória da inflação segue monitorada de perto. O mercado financeiro reagiu à medida, com analistas ajustando projeções para os próximos meses. A ata da reunião, com os detalhes da decisão e os debates entre os diretores do banco, deve ser divulgada nos próximos dias.
A nova taxa passa a valer imediatamente. Instituições financeiras e contratos que usam a Selic como referência precisam se adaptar ao novo patamar a partir desta quarta-feira (7).
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Redação Economia
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