Wagner Victer afirma que ampliação da oferta de gás natural no Brasil depende de demanda e preços

O gerente executivo de Programas Estruturantes da presidência da Petrobras, Wagner Victer, declarou nesta segunda-feira (22) que a ampliação da oferta de gás natural no Brasil está condicionada à demanda e à formação de preços. Durante um evento na Fundação Getulio Vargas (FGV), Victer enfatizou que “não há colocação para o gás se não tiver demanda”.
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Ele destacou que aumentar a produção sem ajustar os preços não é viável, já que, sem uma remuneração adequada, as empresas podem optar por reinjetar o gás em vez de oferecê-lo ao mercado.
Importância do Equilíbrio de Preços
Victer mencionou os esforços da Petrobras para alcançar esse equilíbrio e citou como exemplo o gasoduto “Rota 3”, que conecta a produção de gás natural nos campos do pré-sal à Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) da empresa, localizada no Complexo de Energias Boaventura, em Itaboraí, no estado do Rio de Janeiro.
Segundo ele, durante o desenvolvimento do projeto Búzios 12, que utilizará a Rota 3, havia a tendência entre alguns produtores em reinjetar todo o gás. “Eu disse para o Pietro Mendes, que era presidente do Conselho na época, que íamos implementar um hub de gás lá”, relatou Victer.
O executivo esclareceu que a opção pela reinjeção do gás não é uma decisão mal-intencionada por parte dos produtores. Ele explicou que essa escolha pode ser feita quando os custos envolvidos na entrega do gás natural à costa superam os benefícios financeiros. “Se não tiver retorno, vão reinjetar”, afirmou Victer, enfatizando a necessidade de um ambiente econômico favorável para a operação do setor.
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Avanços Regulatórios e Papel dos Estados
Victer também abordou as mudanças regulatórias positivas após a aprovação da Lei do Gás. Ele ressaltou que hoje existem instrumentos regulatórios mais eficazes que permitem uma produção mais flexível. “Mudamos literalmente qualquer questionamento do passado, quando só se produzia gás se reinjetasse.
Com isso, vamos adicionar mais 24 milhões de metros cúbicos de gás por dia à nossa malha”, destacou.
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Além disso, o gerente executivo sublinhou a importância dos estados no desenvolvimento do mercado de gás natural no Brasil. Ele alertou sobre a necessidade de monitorar a entrada de novos agentes no mercado para evitar aumento nos preços ao consumidor final.
Para isso, Victer defendeu que o governo deve implementar mecanismos como subsídios e incentivos fiscais. “Se não tiver preço justo, não vai haver gás disponível no mercado brasileiro”, concluiu.
Autor(a):
Sofia Martins
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.



