Voyager 1 desliga instrumento para economizar energia e prolongar missão no espaço profundo

A Voyager 1 desativa instrumento para economizar energia em sua jornada pelo espaço interestelar. Descubra os desafios enfrentados pela NASA!

27/04/2026 18:52

4 min

Voyager 1 desliga instrumento para economizar energia e prolongar missão no espaço profundo
(Imagem de reprodução da internet).

Desligamento de Instrumento da Voyager 1 para Economizar Energia

A Voyager 1, a espaçonave mais distante da Terra, desativou mais um de seus instrumentos científicos enquanto continua sua exploração do espaço interestelar. Essa decisão visa prolongar a vida útil da sonda, que já é impressionante. Em 17 de abril de 2026, a NASA enviou um comando para desligar o experimento de Partículas Carregadas de Baixa Energia (LECP), na esperança de economizar energia à medida que a Voyager 1 se afasta cada vez mais do nosso planeta.

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O mesmo instrumento foi desligado na Voyager 2 em março de 2025. Ambas as sondas foram lançadas em 1977, com algumas semanas de diferença, e cada uma possui um conjunto de 10 instrumentos científicos para auxiliar em suas missões de sobrevoo por Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.

Atualmente, a Voyager 1 está a cerca de 16 bilhões de milhas da Terra, enquanto a Voyager 2 se encontra a aproximadamente 21,35 bilhões de quilômetros.

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Desafios e Estratégias para Manter as Sondas em Funcionamento

As sondas Voyager são as únicas espaçonaves ativas além da heliosfera, a região que contém os campos magnéticos e partículas do Sol, que se estende além da órbita de Plutão. Para manter as sondas operacionais por mais tempo do que a expectativa inicial de cinco anos, a NASA tem desligado instrumentos ao longo do tempo para preservar a energia limitada disponível.

Kareem Badaruddin, gerente da missão Voyager, destacou que, embora desligar um instrumento não seja ideal, é a melhor alternativa disponível.

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Atualmente, a Voyager 1 ainda conta com dois instrumentos científicos em funcionamento, que detectam ondas de plasma e medem campos magnéticos. Esses instrumentos continuam a enviar dados de uma região do espaço que nunca foi explorada por nenhuma outra espaçonave.

A equipe está comprometida em manter as duas sondas operando pelo maior tempo possível.

Possibilidade de Atualização e Extensão da Missão

Os engenheiros estão otimistas de que essa última medida de desligamento pode permitir que a Voyager 1 funcione por tempo suficiente para implementar uma atualização chamada “Big Bang”. Essa atualização poderia possibilitar que a sonda continuasse sua exploração do espaço profundo e até mesmo reiniciasse alguns de seus instrumentos científicos.

As sondas utilizam geradores termoelétricos de radioisótopos, que convertem o calor da decomposição do plutônio em eletricidade, e desde o início das missões, perderam cerca de 4 watts de energia por ano.

Gerenciar o consumo de energia é um desafio constante. Desligar instrumentos e aquecedores pode levar a temperaturas tão baixas que as sondas se tornariam irreparáveis. Se as linhas de combustível congelarem, as espaçonaves não conseguirão manter suas antenas voltadas para a Terra, encerrando assim suas missões.

O desligamento do LECP permitirá que a Voyager 1 continue operando com dois instrumentos por cerca de um ano, potencialmente levando a sonda a seu 50º aniversário.

Preparativos para o “Big Bang” e Desempenho dos Instrumentos

A equipe planeja realizar uma grande substituição nas sondas, desligando dispositivos que consomem muita energia e ativando alternativas que demandam menos. O “Big Bang” será realizado em uma espaçonave de cada vez, começando pela Voyager 2, que está mais próxima da Terra e possui um pouco mais de energia.

Se a manobra for bem-sucedida, a Voyager 1 passará pelo mesmo processo em julho, o que pode permitir que o LECP retome suas funções.

O LECP tem sido fundamental para a coleta de dados sobre raios cósmicos e partículas solares, ajudando a entender as mudanças na região ao redor da Voyager. Matt Hill, investigador principal do instrumento, expressou esperança de que a equipe consiga reativar o LECP na Voyager 1, permitindo novas descobertas no espaço interestelar.

Queda de Energia e Medidas de Segurança

Em 27 de fevereiro de 2026, durante uma manobra de rotação programada, a equipe da missão notou uma queda inesperada nos níveis de energia da Voyager 1. Essas manobras são realizadas para calibrar o magnetômetro, que mede os campos magnéticos no espaço.

Se a energia cair ainda mais, um sistema de segurança pode ser acionado, desligando componentes da espaçonave e dificultando a recuperação.

Os engenheiros estavam preparados e consultaram uma lista de prioridades para desligar instrumentos, garantindo que a Voyager 1 ainda pudesse realizar uma missão científica viável. O experimento de Partículas Carregadas de Baixa Energia estava no topo da lista.

Por quase 49 anos, esse instrumento mediu partículas carregadas e forneceu dados valiosos sobre regiões além da heliosfera.

Desempenho do Motor de Passo e Futuras Expectativas

O motor de passo do LECP, que consome apenas 0,5 watts, permanecerá ligado, permitindo que o instrumento possa ser reativado no futuro, caso haja energia suficiente. O motor foi testado em 250.000 passos e funcionou perfeitamente por quase 49 anos. Stamatios Krimigis, investigador principal do instrumento, destacou a importância do motor, que continua operando mesmo após o desligamento do aquecedor suplementar do LECP.

As sondas Voyager continuam a ser um marco na exploração espacial, e a equipe da NASA permanece dedicada a maximizar sua operação e a coletar dados que podem revelar novas informações sobre o universo.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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