Volkswagen cobra da UE condições para reestruturação dar certo

CEO da Volkswagen cobra governos europeus por condições estruturais para reestruturação da montadora dar certo.

11/10/2026 16:10

3 min

Imagem ilustrativa de logo da Volkswagen.
Imagem ilustrativa de logo da Volkswagen.

O CEO da Volkswagen, Oliver Blume, cobrou neste domingo que os governos europeus criem as condições para a reestruturação da montadora alemã dar certo. A declaração foi feita na véspera do Salão do Automóvel de Paris, em meio à pressão de Bruxelas para proteger a indústria local da concorrência chinesa de baixo custo.

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Em um evento chamado “Para a Europa”, Blume afirmou que a Volkswagen está executando “o maior programa de transformação da nossa história”. O objetivo é reduzir a complexidade em todo o grupo, que reúne desde marcas de massa como a VW até luxuosas como Porsche e Lamborghini.

Blume pede “responsabilidade compartilhada” com governos

Para o executivo, o sucesso do plano depende de uma via de mão dupla. “A comunidade empresarial deve se tornar mais competitiva e criar oportunidades atraentes, enquanto os formuladores de políticas devem estabelecer as condições estruturais adequadas”, disse ele.

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A fala ocorre em um momento delicado para a maior montadora da Europa. A Volkswagen enfrenta uma guerra de preços no setor de veículos elétricos e corre para atualizar sua oferta para o mercado de massa, enquanto rivais chineses ganham terreno rapidamente no continente.

Com vendas em queda no mercado interno da China, as montadoras chinesas estão expandindo agressivamente suas exportações para a Europa. Internamente, Blume também lida com pressão de investidores para provar que sua estratégia de recuperação vai além de cortes drásticos de empregos e do fechamento de até quatro fábricas na Alemanha.

Participação de mercado e risco de guerra de preços

A Volkswagen mantém cerca de um quarto do mercado europeu há uma década, mas sente o avanço de concorrentes como BYD e Leapmotor. Blume está entre os líderes da indústria alemã que defendem uma postura mais protecionista da União Europeia.

Na sexta-feira, ele classificou como “passo importante” um possível acordo entre UE e China que reduziria em mais da metade as importações chinesas de veículos híbridos plug-in para o bloco. O executivo também já apoiou regras de conteúdo local que incentivem a produção na Europa.

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Gregor Williams, analista do Rhodium Group, alertou que a indústria está mais preocupada com o desafio competitivo que surge da China. “Uma coisa é perder receitas. Mas se a China conseguir exportar também a guerra de preços, o mercado europeu poderá tornar-se muito pouco rentável”, afirmou.

No Salão do Automóvel de Paris, a Volkswagen exibirá uma gama de suas principais marcas — VW, a espanhola Cupra e a tcheca Skoda — e apresentará o novo SUV elétrico ID. Tiguan.

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