Vida nas Ruas em Porto Alegre: Conheça quem sustenta a vida diariamente!

Vida nas Ruas: O Cotidiano dos Trabalhadores em Porto Alegre
Duas semanas do Dia do Trabalho, no 1º de Maio, a reportagem do Brasil de Fato RS esteve em Porto Alegre, conversando com pessoas que dependem das ruas para seu sustento. Encontramos uma diversidade de profissionais, como ambulantes, andarilhos, autônomos, pejotizados e empregados.
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Com quem conversamos, buscamos entender suas rotinas de trabalho, quantas horas passam nas ruas e como essa realidade sustenta suas vidas diariamente. As imagens capturaram entregadores circulando pelo centro da cidade em uma manhã de segunda-feira.
O Encontro com os Trabalhadores de Rua
Ao abordar os trabalhadores pelas ruas, o primeiro contato já revelava muito. Alguns sorriam e tinham um brilho nos olhos, demonstrando satisfação por estarem produzindo e prestando serviços.
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Havia um visível sentimento de gratidão e tranquilidade em sua presença. Zilberto Zadonai, taxista com 81 anos, atua de forma autônoma com seu veículo próprio, trabalhando das 7h às 19h, de segunda a sexta, há 50 anos.
Diversas Histórias de Trabalho
Arlei Brum, de 64 anos, trabalha como feirante, cumprindo jornada das 8h às 18h, de segunda a sexta. Ele contribui com o INSS e está próximo da aposentadoria.
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Chan Kin Lek, de origem chinesa, está no Brasil há 60 anos. Ele vende café da manhã nas ruas, de segunda a sábado, começando às 3h30 e encerrando às 10h, usando a atividade como renda extra, pois já é aposentado.
Telmo Vargas, aposentado da metalurgia, há 15 anos trabalha como engraxate no Centro, buscando uma renda extra, trabalhando quando pode, apesar do movimento baixo, mantendo o bom humor.
Liberdade e Desafios Profissionais
Miguel, artesão colombiano e andarilho, vive em Porto Alegre há 10 anos. Apesar de poucas palavras, seu sorriso é grande. Ele mencionou que viaja e trabalha e folga conforme sua vontade.
Nossa reportagem notou que aqueles que pareciam mais tranquilos em seu trabalho possuíam, além da renda gerada nas ruas, uma base de liberdade ou algum bem de valor. Márcio, ativista e líder de bikers, luta pela valorização e cuidado nas relações de trabalho.
As Jornadas Exaustivas e as Demandas Sindicais
Em contraste, conhecemos realidades de pessoas com jornadas de trabalho extremamente longas. Cidadãos que passam mais de 12 horas na rua, seis dias por semana, sem garantia de prover o básico para si e sua família.
Esses indivíduos exibiam um olhar de cansaço e timidez, escondidos pelo peso que carregavam. Muitos não quiseram ser retratados em nossa reportagem.
A Luta por Direitos no 1º de Maio
Uma das pautas centrais do movimento sindical para este 1º de Maio inclui a defesa da redução da jornada de trabalho e o combate à pejotização. Há também a defesa dos serviços públicos e o fim dos feminicídios.
Talissom, empregado da Zona Azul, considera a empresa boa, mas relata a dificuldade da escala 6×1, especialmente se tivesse família e filhos.
Mauren Nascimento, que trabalha na Banca do Holandês há apenas três meses, também cumpre escala 6×1, mas se sente sortudo por ter carteira assinada e por um local que preza por manter os funcionários.
Conclusão: O Valor do Suporte e da Dignidade
Silvia, há 15 anos, se sustenta vendendo objetos religiosos e aplicando passes na porta do Mercado Público, de segunda a sábado. Ela acredita no propósito de seu trabalho.
Denise Martins, vende flores com a mãe desde sempre, cumprindo jornadas de 6h às 17h30, de segunda a sexta. A reportagem concluiu que o fardo se torna pesado dependendo das condições de suporte e dos direitos garantidos.
A arte e o desejo de felicidade permeiam o cotidiano da classe trabalhadora, mesmo em meio ao concreto das ruas.
Autor(a):
Bianca Lemos
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.



