Venezuela rebate Guterres, que falou em “cumplicidade” interna na captura de Maduro

O governo de Delcy Rodríguez acusou a ONU de perder credibilidade.

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Foto: Reprodução
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Venezuela reage a declarações de Guterres

O governo interino da Venezuela reagiu às declarações do secretário-geral da ONU, António Guterres, sobre a captura do ex-presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. Em uma resposta rápida, o governo rejeitou as insinuções de que autoridades venezuelanas teriam colaborado com o ato ocorrido em 3 de janeiro.

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Guterres havia sugerido que existia uma “cumplicidade” dentro do sistema político venezuelano, mencionando a complexidade da situação no país. Ele comparou a situação venezuelana com a de Cuba, argumentando que a comparação era injusta devido à magnitude das colaborações internas.

Contexto das declarações de Guterres

O secretário-geral da ONU proferiu suas palavras durante uma coletiva de imprensa em Nairóbi, capital do Quênia, onde acompanhava a Cúpula África-França. A declaração gerou uma resposta imediata da Venezuela, que criticou a fala de Guterres, considerando-a inadequada para o cargo e contrária aos princípios da ONU.

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Reação da Venezuela e críticas à ONU

Em comunicado, o governo venezuelano acusou a ONU de uma “deterioração profunda de sua credibilidade” diante dos povos do mundo. A nota destacou o silêncio ou a ambiguidade da Secretaria-Geral em relação ao genocídio palestino, à expansão de conflitos e às sanções unilaterais impostas a países soberanos.

Desde a captura de Maduro, em 3 de janeiro, o país é governado pela presidente interina Delcy Rodríguez.

Após o incidente, houve uma retomada das relações políticas e comerciais entre a Venezuela e os Estados Unidos, com flexibilização de sanções e a reabertura da embaixada americana em Caracas, impulsionada por interesses petroleiros.

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