Venezuela divulga novo balanço dos terremotos: 4.333 mortos e 16.740 feridos

Governo anuncia cadastro de moradia para desabrigados e plano habitacional para as áreas atingidas.

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O balanço dos danos causados pelos terremotos foi atualizado neste sábado (11) pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez | Foto: Reprodução
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O governo divulgou neste sábado (11) um novo balanço dos impactos do desastre e detalhou os esforços em curso para a reconstrução da região.

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Segundo o informe oficial mais recente, as equipes de resgate já retiraram 6.462 sobreviventes dos escombros; o número de mortos chegou a 4.333, e outras 16.740 pessoas ficaram feridas.

Situação atual das operações de busca

O monitoramento sísmico continua ativo desde o evento catastrófico, registrando um acumulado de 1.202 réplicas em sua contagem geral. Durante a entrevista coletiva do presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, coordenador do Estado-Maior responsável pelos acampamentos temporários, foi anunciado um novo sistema: o Cadastro Único de Moradia.

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Este cadastro visa dar suporte às famílias que perderam suas residências por conta dos danos estruturais causados no local. O processo utiliza identificação biométrica através de impressão digital para fornecer aos moradores comprovantes com código QR; segundo informações governamentais, esse documento servirá como garantia fundamental na entrega futura das novas moradias necessárias à população afetada.

Plano habitacional em Caracas

Ainda há desafios significativos quanto ao retorno seguro da vida normal nas áreas atingidas. De acordo com Rodríguez, 17.907 pessoas ainda se encontram sem qualquer tipo de habitação permanente. Atualmente, 18.437 pessoas estão alojadas em acampamentos temporários instalados nos municípios de Caracas, La Guaira e Miranda.

Para atender à população em situação vulnerável, a administração estima uma necessidade considerável para viabilizar toda essa estrutura habitacional complexa. O plano governamental prevê diversas ações: desde construir moradias transitórias novas passando pela compra ou conclusão imediata de imóveis já existentes; além da criação inédita de conjuntos urbanos projetados especificamente com resistência sísmica contra terremotos.

A meta é desocupar os espaços das escolas transformadas temporariamente em abrigo antes do início do próximo ano letivo — prazo que se estenderia até setembro ou outubro deste período.

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Assistência humanitária e danos estruturais

O apoio à população atingida também passa por reformas legais, como a alteração na legislação sobre aluguel. O objetivo dessa mudança legal será estimular o uso dos imóveis vazios nas cidades para moradia imediata pelos afetados. Além disso, foram abertas linhas de crédito subsidiado destinadas especificamente à aquisição dessas novas residências familiares. Em termos materiais, 856 edifícios registraram algum dano em sua estrutura; desses, 190 desabaram completamente.

Até este sábado (11), as equipes já conseguiram distribuir uma quantidade robusta de ajuda humanitária a mais de 86.794 famílias atingidas pelo ocorrido na região. O suporte incluiu 9.766 toneladas de alimentos e mais de 16,5 milhões de litros de água potável. Para manter as operações, estão mobilizados 31.837 agentes locais, além de voluntários e 2.422 socorristas internacionais.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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