USP em crise: Estudantes invadem reitoria e exigem cúpula de negociação com Cotrim

Ocupação na USP Exige Negociação com Reitor
Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) realizaram uma manifestação na tarde da quinta-feira (7) na reitoria, buscando pressionar o reitor Aluísio Augusto Cotrim Segurado a abrir uma mesa de negociação. A ação faz parte de um movimento de greve que já ultrapassa as três semanas, com demandas por melhorias no bandejão, aumento do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE) para o valor do salário mínimo paulista e expansão dos programas de apoio aos estudantes.
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O Diretório Central dos Estudantes (DCE) justificou a ocupação como uma forma de exigir o fim da postura do reitor, que teria se mostrado recluso e evitado as negociações. A insatisfação dos estudantes se concentra na situação precária dos bandejões, que ainda apresentam problemas como “larvas” e no valor considerado insuficiente do PAPFE, atualmente limitado a R$27,00.
Histórico das Reuniões e Desacordos
As tentativas de diálogo entre a reitoria e os estudantes ocorreram ao longo da semana, com três reuniões realizadas. No entanto, as tratativas foram interrompidas após o encerramento dessas reuniões. A direção da instituição informou que houve avanços nas discussões, conforme reportado pelo Uol.
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Contudo, os estudantes permanecem inconformados com a decisão e continuam a mobilização.
Reitoria e Greve: Uma Paralisação Prolongada
A paralisação estudantil e de servidores da universidade teve início em 15 de abril e, até o momento, a reitoria chegou a um acordo com os funcionários. No entanto, segundo os estudantes, a instituição tem se mostrado resistente a atender às demandas dos universitários.
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A reportagem do Brasil de Fato buscou o posicionamento oficial da USP, mas até a publicação deste texto não houve resposta da universidade.
Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.



