Ucrânia ataca refinaria russa com drones e provoca incêndio em Ryazan

Um ataque em larga escala de drones ucranianos atingiu a região russa de Ryazan nesta quinta-feira (15), provocando um incêndio em uma refinaria de petróleo. O governador local, Pavel Malkov, confirmou o ataque, que marca a primeira ofensiva ucraniana contra uma instalação energética russa desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou no domingo que ambos os lados concordaram com uma trégua no setor.
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Nenhum dos dois países confirmou oficialmente o acordo de cessar-fogo energético. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou ao jornal Financial Times, em entrevista publicada nesta quinta, que a Ucrânia suspendeu os ataques contra alvos energéticos por três dias a pedido dos Estados Unidos, mas que agora retomará as ofensivas porque a Rússia continua bombardeando a infraestrutura ucraniana.
Governador confirma danos em refinaria e armazém
Em comunicado publicado no Telegram, Pavel Malkov disse que os serviços de emergência estão atuando no local e que os danos materiais estão sendo avaliados. “Os danos materiais estão sendo avaliados. Os serviços de emergência estão trabalhando no local”, afirmou o governador.
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Segundo ele, um armazém em outra localidade também foi danificado, mas não deu mais detalhes.
A refinaria de Ryazan pertence à gigante petrolífera russa Rosneft e é responsável por abastecer Moscou com combustíveis. A instalação responde por quase 5% da capacidade total de refino de petróleo da Rússia e já foi alvo de diversos ataques nos últimos meses.
Aulas canceladas em dois distritos após ataque
Mais cedo nesta quinta-feira, Malkov informou que as aulas em escolas e jardins de infância de dois distritos foram canceladas. A medida foi tomada devido ao que ele classificou como uma situação de emergência na região, sem entrar em detalhes sobre a extensão dos danos ou possíveis vítimas.
O ataque desta quinta-feira representa uma escalada na guerra de drones entre os dois países, mesmo após o anúncio de uma trégua mediada pelos Estados Unidos. A Ucrânia alega que o acordo foi quebrado pela Rússia, que continuou atacando sua infraestrutura energética durante o período de suspensão unilateral dos ataques ucranianos.
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