Ucrânia ataca refinaria de petróleo em Moscou com mais de 40 drones nesta quinta-feira

A intensificação dos ataques ucranianos à infraestrutura energética russa gera preocupações sobre a segurança em Moscou e possíveis retaliações

Imagens captadas por testemunhas oculares mostram chamas e densas colunas de fumaça no distrito de Kapotnya, no sudeste de Moscou, onde está localizada a refinaria de petróleo da cidade

A Ucrânia realizou um ataque significativo contra uma refinaria de petróleo em Moscou na manhã desta quinta-feira, 18 de agosto de 2026. Este é o segundo ataque do tipo na semana, conforme informaram autoridades russas. A ação ocorre em um contexto de intensificação dos ataques ucranianos visando a infraestrutura energética russa, utilizando drones para atingir alvos estratégicos.

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Detalhes do Ataque à Refinaria

Diversos drones foram direcionados à Refinaria de Petróleo de Moscou, situada no distrito de Kapotnya, no sudeste da capital russa. O prefeito da cidade, Sergei Sobyanin, confirmou que mais de quarenta drones se dirigiam à região, mas foram interceptados pelas defesas aéreas antes que pudessem causar maiores danos. “As forças de defesa aérea continuam a repelir um ataque em larga escala”, declarou Sobyanin durante uma coletiva.

Imagens geolocalizadas divulgadas por veículos de comunicação mostram uma densa coluna de fumaça preta emanando do local antes que uma explosão significativa atingisse outra parte da instalação. Essa explosão foi acompanhada pelo lançamento do teto de um grande tanque de combustível ao ar.

Além disso, um outro local nos arredores de Moscou também foi atacado por um drone, conforme relatado pela agência estatal russa Tass e confirmado pelo governador da região, Andrey Vorobyov. Ele destacou que o incidente causou danos ao edifício e algumas sacadas, mas não resultou em feridos.

Consequências e Repercussões

Fragmentos dos drones atingiram áreas adjacentes à capital, causando estragos em uma academia, uma instalação industrial, um centro comercial e até mesmo em residências locais. Em outras regiões da Rússia, como Rostov, um ataque com drones resultou na morte de um civil e deixou duas pessoas feridas.

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Também houve danos a uma locomotiva e incêndios em duas instalações comerciais, conforme reportou o governador regional Yury Slyusar.

As autoridades russas relataram que durante a noite anterior ao ataque desta quinta-feira, seus sistemas de defesa interceptaram e destruíram 555 drones ucranianos em várias regiões do país. O prefeito Sobyanin afirmou que cerca de 180 drones que se dirigiam a Moscou foram abatidos pelas forças russas.

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Este novo ataque ocorreu apenas dois dias após um ataque semelhante à mesma refinaria, onde já havia sido registrado dano a uma das instalações do complexo.

Impacto nas Relações Internacionais

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky declarou que as Forças Armadas da Ucrânia estão utilizando armamentos de longo alcance para atacar alvos a até 500 quilômetros dentro do território russo. Segundo ele, esses ataques são parte de uma estratégia para pressionar Moscou a encerrar o conflito armado.

Nos últimos meses, a Ucrânia tem ampliado suas operações contra terminais petrolíferos e instalações militares russas.

A receita gerada pelo petróleo representa cerca de um terço do orçamento federal russo, conforme análises econômicas. Desde o início do conflito, as sanções impostas pela União Europeia e pelos Estados Unidos diminuíram o número de compradores do petróleo russo; entretanto, conflitos envolvendo o Irã ajudaram a elevar os preços globais dos combustíveis.

Apesar disso, os frequentes ataques ucranianos têm causado impactos significativos na infraestrutura energética russa.

A situação coincide com encontros internacionais entre líderes ocidentais. Durante a cúpula do G7 na França, Zelensky teve conversas com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Após as discussões, Zelensky anunciou que recebeu apoio para fortalecer as capacidades defensivas da Ucrânia.

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, também afirmou nesta quinta-feira que as negociações para fornecer sistemas adicionais de defesa aérea à Ucrânia estão em andamento.

Enquanto isso, os aliados europeus da Otan enfrentam incertezas devido a declarações sobre possíveis reduções na presença militar dos EUA no continente europeu. Rutte minimizou essas preocupações ao afirmar que os países europeus estão compensando essa eventual diminuição com recursos próprios.