Ucrânia acusa Rússia de crime de guerra após drone atacar vendedor ambulante em Kherson

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, acusou a Rússia de cometer um crime de guerra nesta terça-feira (4), após a divulgação de um vídeo que mostra um drone russo atacando e ferindo um vendedor ambulante em Kherson, uma cidade no sul do país.
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As imagens, divulgadas pela polícia ucraniana, mostram o drone perseguindo o homem ao redor de uma van usada como banca de vendas, antes de explodir no momento em que ele se joga para buscar abrigo atrás do veículo.
O vendedor, que tem cerca de 50 anos, sobreviveu ao ataque, mas sofreu choque e ferimentos causados por estilhaços. A agência de notícias Reuters verificou o local utilizando edifícios, o traçado da via e a vegetação, elementos que coincidiam com imagens de satélite e de arquivo.
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Embora a data exata ainda não tenha sido verificada de forma independente, tanto a polícia ucraniana quanto Sybiha afirmaram que o ataque ocorreu na terça-feira.
Acusações e repercussões
Em sua conta no aplicativo de mensagens Telegram, Sybiha denunciou o ataque como parte de uma campanha deliberada da Rússia para intimidar civis. “Esse crime de guerra russo bárbaro em Kherson exige condenação internacional e justiça”, afirmou ele.
O ministro ressaltou que muitos crimes semelhantes permanecem desconhecidos pelo público, reforçando a necessidade de responsabilização.
Ele classificou o operador do drone como “sádico”, afirmando que ele tinha plena consciência ao atacar um civil. Além disso, Sybiha pediu um “pacote robusto” de apoio internacional para a Ucrânia, bem como segurança confiável e garantida para proteger os cidadãos ucranianos.
Aumentos nas baixas civis
Na mesma linha de tragédias recentes, o governador regional de Sumy, Oleh Hryhorov, informou sobre ataques noturnos com bombas guiadas russas que resultaram na morte de duas crianças e uma idosa. Esses incidentes aumentam as preocupações sobre a segurança dos civis na região.
A Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos da ONU na Ucrânia revelou em julho números alarmantes: 1.396 mortes e 7.978 feridos entre civis nos primeiros seis meses de 2026. Isso representa um aumento de 37% em relação ao ano anterior e mais do que o dobro das estatísticas registradas em 2024.
Esse crescimento nas baixas civis é atribuído à intensificação dos ataques russos com mísseis e drones contra áreas urbanas distantes das linhas de frente. Por outro lado, a Ucrânia também tem realizado ataques com drones e mísseis contra alvos na Rússia, resultando em vítimas civis também do lado russo.
Tensões ampliadas entre Rússia e Ucrânia
Na segunda-feira (3), a Rússia acusou a Ucrânia de terrorismo após um ataque que deixou mortos e feridos em Gelendzhik, um balneário no Mar Negro. O governo russo descreveu essa ação como um ataque intencional contra civis por parte dos drones ucranianos.
Tanto Moscovo quanto Kiev negam ter como alvo civis durante os conflitos decorrentes da invasão russa à Ucrânia desde fevereiro de 2022. A escalada das hostilidades continua a provocar consequências devastadoras para as populações civis nas duas nações.
Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
Editoria:
Redação Internacional
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