Tunísia recupera 11 corpos após naufrágio de barco com migrantes rumo à Itália
As operações de busca continuam intensificadas após o naufrágio, enquanto críticas ao acordo migratório entre Tunísia e União Europeia aumentam.
Onze corpos foram recuperados pela guarda costeira da Tunísia após o naufrágio de um barco que transportava migrantes em direção à Itália, ocorrido no fim de semana. Outras três pessoas permanecem desaparecidas, conforme informou a Guarda Nacional neste domingo (23.
As buscas continuam com o apoio das equipes da guarda costeira, forças armadas e proteção civil, além de dois helicópteros mobilizados para a operação.
O barco partiu na madrugada de quinta – feira (20) com 15 pessoas a bordo, a maioria jovens. De acordo com o líder de um grupo de defesa dos direitos dos migrantes, até o momento apenas uma pessoa foi resgatada com vida. O sobrevivente relatou que ficou à deriva no mar por 48 horas até ser encontrado por uma embarcação comercial.
Detalhes do naufrágio e busca por desaparecidos
Entre os migrantes estavam sete membros da mesma família e um homem acompanhado de sua esposa grávida, segundo informações do chefe do Observatório Tunisiano dos Direitos Humanos à Reuters. Todos os migrantes eram originários da região de Ben Guerdane, localizada no sudeste da Tunísia.
No final da noite de sábado (22), dezenas de jovens se reuniram na cidade próxima à fronteira com a Líbia para exigir que as operações de busca fossem intensificadas. A manifestação foi reprimida pela polícia, que disparou gás lacrimogêneo para dispersar os participantes.
A rota do Mediterrâneo Central é considerada uma das mais perigosas do mundo para migrantes, sendo frequentemente utilizada em embarcações superlotadas ou inadequadas para navegação.
Críticas ao acordo migratório entre Tunísia e União Europeia
Organizações como a Human Rights Watch e a Anistia Internacional destacaram em um comunicado no mês passado que um acordo migratório firmado entre a Tunísia e a União Europeia tem contribuído para o agravamento das violações contra migrantes e solicitantes de asilo no país.
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Esses grupos pedem que a UE suspenda o financiamento destinado às atividades relacionadas à migração e ao controle de fronteiras envolvendo as forças de segurança tunisianas.
A situação dos migrantes na Tunísia continua alarmante, com diversas organizações clamando por ações efetivas para proteger os direitos humanos na região. A tragédia recente evidencia os riscos enfrentados por aqueles que buscam melhores condições de vida em outros países, muitas vezes colocando suas vidas em perigo nas águas do Mediterrâneo.