Apesar de Janones prever queda do “Exército de Lula”, TSE nega decisão para tirar canais do ar

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou na sexta-feira (23) que exista qualquer decisão para tirar do ar canais do Whats App. Em nota, a Corte chamou de “absolutamente indevidas” as suposições de que grupos seriam derrubados a partir de despachos que pedem informações às plataformas digitais.
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A manifestação ocorreu depois que o ministro Kassio Nunes Marques, presidente da Corte Eleitoral, deu na quinta-feira (22) um prazo de 24 horas para a Meta entregar um relatório técnico detalhado sobre o funcionamento do canal “Exército do Lula“.
Janones disse que canal “Exército de Lula” cairia
Na manhã de sexta, o deputado federal André Janones (Rede-MG), articulador do canal “Exército de Lula”, afirmou publicamente que o grupo seria derrubado pelo TSE na mesma noite.
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Segundo apuração da CNN, integrantes da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ouviram de interlocutores do tribunal que essa possibilidade de fato existia. A campanha liga o temor de suspensão a medidas recentes tomadas pela Corte.
Pessoas da equipe do presidente dizem que técnicos do TSE já tinham examinado o canal e não encontraram desinformação nem irregularidades. Mesmo assim, a ordem de Nunes Marques para que a Meta analise o grupo, segundo esses integrantes, recolocou o caso no centro do debate sem necessidade.
Proposta de Mendonça vetaria canais antes da eleição
Os petistas também apontam uma minuta de resolução do ministro André Mendonça que previa proibir canais de Whats App nas 48 horas anteriores às eleições.
Para Mendonça, esses grupos podem interferir no alcance da propaganda eleitoral da mesma forma que os conteúdos impulsionados, que já são vetados nos dois dias que antecedem o pleito.
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Presidente do TSE cobra reforço das plataformas
Ainda na manhã de sexta, Nunes Marques se reuniu com representantes de plataformas digitais. De acordo com o TSE, o ministro pediu “reforço de pessoal e atuação isonômica por parte das plataformas a fim de garantir o cumprimento do plano de conformidade assinado por todas as empresas”.
O relatório técnico solicitado à Meta sobre o canal “Exército do Lula” segue como o próximo passo do caso no tribunal.
Editoria:
Redação Política
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