TSE manda vice de Flávio Bolsonaro apagar vídeo contra Lula em 24 horas

A decisão do TSE prevê multa diária caso o candidato não remova a postagem no prazo estipulado.

O candidato à vice-presidente Alfredo Gaspar (PL-AL)

O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou neste sábado (10) que o candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar (PL) remova em até 24 horas um vídeo publicado no Instagram. Na gravação, feita na sexta-feira (9), Gaspar acusa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de receber propina.

A decisão prevê multa diária caso o candidato não cumpra a ordem. Se o prazo não for respeitado, o TSE também intimou a Meta, dona do Instagram, a derrubar o conteúdo em até 24 horas.

Vídeo cita propina de R$ 1 bilhão e envolve ministro e senador

No vídeo, Alfredo Gaspar afirma que Lula cobrou R$ 1 bilhão de propina para autorizar o acesso do ex-banqueiro Daniel Vorcaro a fundos de pensão federais. O candidato também menciona um suposto investimento de R$ 30 milhões.

Além do presidente, Gaspar cita na publicação o ministro da Saúde do governo Lula e o senador Jaques Wagner (PT). O conteúdo foi publicado pelo candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL.

A acusação tem como base uma reportagem da revista Veja, que atribui a Vorcaro um áudio em que ele teria admitido a liberação de R$ 30 milhões em espécie ao Instituto Lula para financiar um documentário sobre o petista.

PF e PGR negaram teor do depoimento antes da postagem

A decisão do ministro Bellizze destaca que, antes mesmo da publicação do vídeo, a Polícia Federal e a Procuradoria Geral da República (PGR) divulgaram notas oficiais negando que Vorcaro tenha prestado depoimento com esse teor ou apresentado qualquer documento que confirmasse o conteúdo do áudio.

A PGR também esclareceu, em nota, que a proposta de delação de Vorcaro foi rejeitada.

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Ministro diz que vídeo extrapola crítica política legítima

Na decisão, o ministro afirmou que a publicação ultrapassa os limites da crítica política legítima. Segundo ele, o vídeo acusa o candidato à Presidência de integrar organização criminosa e de cometer ilícitos graves, sem apresentar provas.

A CNN Brasil procurou a equipe de Alfredo Gaspar para comentar a decisão, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.