TSE barra Foro Madrid, ligado ao Vox, e outras 14 entidades como observadores eleitorais

TSE veta 15 entidades internacionais, incluindo Foro Madrid e grupo ligado a Trump, para observação eleitoral.

30/09/2026 05:01

2 min

Fachada do TSE
Fachada do TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) barrou a participação de 15 organizações internacionais que pretendiam atuar como observadoras nas eleições brasileiras. Entre os pedidos negados estão os do Foro Madrid, grupo anticomunista ligado ao partido espanhol Vox, e da ADN (Alternativa Democrática Nacional), legenda ultranacionalista de Portugal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A lista de entidades rejeitadas inclui ainda a Transparencia Electoral, com sede na Argentina, e a Eurolat. Essa última tem entre seus integrantes um brasileiro que exerce mandato de vereador em uma cidade do Texas e que se tornou conhecido por defender o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Relações políticas e o ex – chanceler

O Foro Madrid, uma das organizações vetadas, conta com um nome conhecido no cenário político brasileiro em sua equipe. O ex – chanceler Ernesto Araújo, que chefiou o Ministério das Relações Exteriores nos 15 primeiros meses do governo Jair Bolsonaro (PL), foi contratado em 2024 como assessor internacional do grupo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A decisão do TSE de negar os pedidos atinge justamente entidades que mantêm vínculos com setores da direita radical na Europa e nas Américas. A ADN, de Portugal, e o Foro Madrid, da Espanha, são vistos como organizações alinhadas a uma agenda ultranacionalista e anticomunista.

Já a Transparencia Electoral, apesar de ter sede na Argentina, também não obteve autorização para acompanhar o pleito. A Eurolat, por sua vez, reúne parlamentares de diferentes países e tem entre seus quadros o vereador brasileiro radicado nos Estados Unidos, que defende abertamente as políticas tarifárias de Trump.

Papel dos observadores internacionais

A presença de observadores internacionais em eleições é uma prática comum no Brasil e em outras democracias. O objetivo é garantir a transparência e a lisura do processo eleitoral, com entidades autorizadas acompanhando a votação, a apuração e a totalização dos votos.

No entanto, o TSE tem o poder de vetar a participação de organizações que não atendam aos critérios estabelecidos pela legislação eleitoral ou que possam representar interesses conflitantes. A negativa aos pedidos do Foro Madrid e da ADN ocorre em um contexto de crescente polarização política, tanto no Brasil quanto no exterior.

Leia também

A decisão do tribunal foi tomada antes do início oficial do calendário eleitoral de 2026, e as entidades barradas não poderão recorrer da medida. O TSE não detalhou os motivos específicos para a rejeição de cada uma das 15 organizações, mas a lista inclui grupos com histórico de atuação política alinhada a movimentos de extrema direita.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!