Trump recua em sanções a frota paralela para aliviar pressão econômica

Medida busca conter tarifas recordes de frete que pressionam consumidores e empresas nos EUA.

Helicóptero militar italiano sobrevoa o petroleiro Toa Payoh, em primeiro plano, enquanto o navio da Marinha italiana Thaon di Revel navega nas proximidades durante uma inspeção da missão EUNAVFOR MED IRINI da União Europeia em águas internacionais a oeste da ilha italiana de Pantelleria, em 2 de agosto de 2026 Ministério da Defesa da Itália/Divulgação via REUTERS

O governo de Donald Trump avalia aliviar as sanções contra navios da chamada “frota paralela”, que transportam petróleo e derivados de países como Rússia, Irã e Venezuela. A informação foi dada por uma autoridade americana à agência Reuters nesta quarta-feira (14).

A medida tem como objetivo reduzir as tarifas globais de frete, que chegaram a níveis recordes. As discussões acontecem dias depois de Trump suspender temporariamente as tarifas sobre a Ucrânia, decisão que gerou críticas do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de países europeus e de senadores republicanos nos Estados Unidos.

Flexibilização busca conter custos de frete

Segundo a autoridade americana, a ideia é afrouxar as restrições impostas a embarcações que atuam à margem do sistema tradicional de seguros e financiamento do mercado de petróleo. Essa frota paralela é usada por nações sancionadas para escoar sua produção.

A alta nos fretes globais tem pressionado a economia americana e elevado custos para consumidores e empresas. A flexibilização das sanções seria uma tentativa de conter essa escalada sem abrir mão completamente do controle sobre o comércio de petróleo dos países alvo.

Reações à suspensão de tarifas sobre a Ucrânia

A suspensão temporária das tarifas sobre a Ucrânia foi anunciada por Trump em meio a tensões com o governo de Zelensky. A decisão irritou aliados europeus e parte da base republicana no Senado, que veem a medida como um recuo diante de Moscou.

A autoridade americana não detalhou prazos nem o alcance da possível flexibilização das sanções marítimas. O governo Trump, no entanto, sinaliza que está disposto a ajustar sua política de sanções para aliviar pressões econômicas internas.

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