Trump minimiza conflito com o Irã e diz que confronto de seis meses é “fichinha”

Confrontos elevaram os preços dos combustíveis, mataram 18 militares americanos e incluem ataques recentes dos EUA a quase 60 alvos no Estreito de Ormuz.

04/09/2026 17:42

3 min

Presidente dos EUA, Donald Trump
Presidente dos EUA, Donald Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou como “insignificante” o conflito militar com o Irã, apesar de a disputa já durar seis meses, ter provocado alta nos preços dos combustíveis e causado a morte de 18 militares americanos. A declaração foi dada a repórteres no Salão Oval.

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Trump afirmou que não considera necessário chamar o episódio de guerra. “Muita gente não chama isso de guerra. Eu chamo de conflito militar porque, para nós, é algo insignificante. Não é nada de mais”, disse. Na quinta – feira (3), o vice – presidente americano JD Vance também havia rejeitado o uso do termo “guerra”, sob o argumento de que as principais operações de combate terminaram meses atrás.

Trump minimiza ataques entre EUA e Irã

Ao explicar sua avaliação, Trump descreveu os confrontos como intermitentes e de baixa intensidade. A afirmação ocorre apesar da frequência de ataques trocados entre os dois lados durante o período de seis meses.

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“Eu diria que é intermitente. Sabe, realizamos ataques intermitentes”, declarou o presidente. Em seguida, acrescentou: “Há muita verdade no fato de que não estamos lutando agora. Não há combates.”

Nesta semana, os EUA informaram ter atingido quase 60 alvos militares nas imediações do Estreito de Ormuz. Entre os locais e equipamentos citados estão instalações de defesa aérea, sistemas de radar, ativos navais, capacidades de lançamento de minas e centros de comunicação.

Ao mesmo tempo, navios foram escoltados pela via navegável.

Sanções, China e possível nova operação

O governo americano havia indicado uma mudança de estratégia, deixando as ações militares em segundo plano para tentar sufocar financeiramente o Irã por meio de sanções contra seus parceiros comerciais. Até o momento, porém, os EUA não puniram a China, apontada como a principal tábua de salvação econômica de Teerã.

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Trump também minimizou o apoio oferecido por Pequim. O presidente planeja receber o presidente chinês Xi Jinping para uma visita de Estado neste mês. “Eles não estão realmente envolvidos. O envolvimento da China é muito pequeno. A China poderia estar muito mais envolvida”, afirmou.

O presidente americano ainda mencionou a possibilidade de novas rotas e oleodutos capazes de contornar o Estreito de Ormuz, incluindo uma alternativa terrestre através da Síria. “Eles acabarão com um estreito horrível que, na verdade, não é mais necessário”, disse.

Trump também sinalizou que uma nova operação pode ocorrer em breve contra uma suspeita instalação nuclear iraniana ao sul de Teerã. “Podemos atingir Pickaxe muito em breve”, declarou, em referência à instalação subterrânea para onde se acredita que o Irã tenha transferido parte de seu estoque de urânio altamente enriquecido.

Mesmo diante da possibilidade de novos ataques, Trump voltou a rejeitar a classificação do conflito como guerra. “É um conflito militar, mas é muito intermitente. Dá para entender por que alguém não o chamaria de guerra”, afirmou. Depois, completou: “Não acho que importe como você o chama.

O que importa é o fato de termos obtido um sucesso tremendo”.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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