Trump confirma conversa com Kim Jong-un após ordem de redução de exercícios militares com a Coreia

Na segunda – feira, 17 de agosto de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que teve uma conversa com o líder norte – coreano Kim Jong – un. A declaração veio após a ordem dada por Trump para que os EUA reduzissem os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul.
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Durante uma coletiva, ele foi questionado se Kim havia respondido aos apelos da Casa Branca por um diálogo. “Sim, ele respondeu”, afirmou Trump, sem entrar em mais detalhes sobre o conteúdo da conversa.
O relacionamento entre Trump e Kim tem sido um tema recorrente durante o primeiro mandato do presidente americano, marcado por uma série de correspondências e reuniões entre eles. Entretanto, o assunto perdeu destaque no atual segundo mandato de Trump.
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As cúpulas históricas realizadas pelos dois países em 2018 e 2019 foram momentos significativos, mas desde então as negociações esfriaram devido ao impasse causado pelo arsenal nuclear da Coreia do Norte.
Histórico das Negociações
A relação entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte passou por altos e baixos nos últimos anos. As cúpulas de 2018 e 2019 foram vistas como tentativas importantes de desnuclearizar a península coreana. No entanto, as conversações falharam em produzir resultados concretos, levando a um aumento nas tensões.
A Coreia do Norte continua sujeita a pesadas sanções internacionais devido ao seu programa nuclear e de mísseis balísticos.
Trump também rejeitou as críticas recebidas sobre sua abordagem em relação à Coreia do Norte. “Estou tornando o mundo mais seguro. Na verdade, estou tornando muito mais seguro”, disse ele em resposta às preocupações levantadas por opositores sobre sua política externa.
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Além disso, ele destacou que Kim Jong – un sempre o tratou com respeito e ressaltou que tiveram várias interações significativas durante suas reuniões: “Eu o entendo. Ele me entende”. Essa afirmação reflete a tentativa de Trump de estabelecer uma relação pessoal com Kim como parte de sua estratégia diplomática.
Redução dos Exercícios Militares
No domingo anterior à declaração feita na segunda – feira, Trump instruiu o Pentágono a “reduzir substancialmente” os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul. Essa decisão foi motivada pelo alto custo dessas operações e pela recusa do governo sul – coreano em se envolver em ações contra o Irã, apontou o presidente.
A redução das atividades militares pode ser vista como uma tentativa de abrir espaço para novos diálogos com Pyongyang, embora críticos argumentem que tal medida poderia enfraquecer a posição estratégica dos EUA na Ásia. A Coreia do Sul é um aliado histórico dos Estados Unidos na região e essa mudança pode gerar preocupações sobre a segurança regional.
Com as tensões ainda altas na península coreana e as sanções econômicas afetando diretamente a população norte – coreana, muitos observadores estão atentos às próximas movimentações tanto de Washington quanto de Pyongyang. A expectativa é que novas conversas possam surgir nos próximos meses à medida que ambos os lados buscam maneiras de avançar nas relações bilaterais.
Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.



