Trump anuncia fim da guerra com o Irã, mas iranianos contestam acordo; entenda a polêmica

Trump Anuncia Fim da Guerra com o Irã, Mas Iranianos Contestam
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (11) que os EUA “encerraram a guerra com o Irã”, após garantir que Teerã não desenvolverá armas nucleares. No entanto, essa declaração foi prontamente contestada por representantes iranianos, que negaram a existência de um acordo definitivo e insistiram que qualquer tratado deve incluir o Líbano em suas cláusulas.
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Cerca de cinco horas se passaram entre uma ameaça de Trump de tomar o controle da Ilha de Kharg e o anúncio da suspensão de ataques programados, onde ele alegou ter alcançado um entendimento nas negociações com o Irã. O memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irã prevê o desbloqueio do tráfego no Estreito de Ormuz em até 30 dias e estabelece uma janela de 60 dias para discussões sobre um novo acordo nuclear, ainda com premissas desconhecidas.
Obstáculos nas Negociações
O pesquisador e professor da UFF, Vitélio Brustolin, observou que o conteúdo do memorando divulgado por portais como Axios e Al Jazeera é semelhante a uma proposta apresentada pelo Paquistão em abril, que Trump havia criticado. Brustolin acredita que isso representa uma extensão da pausa já existente no conflito, afirmando que “parece uma pausa maior”.
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Ele alertou que, se Trump declarar oficialmente o fim da guerra, será difícil retomar uma ofensiva caso o Irã não cumpra os termos negociados, especialmente em relação ao urânio enriquecido.
O professor de Relações Internacionais da USP, Hussein Kalout, destacou os principais obstáculos nas negociações. O Irã se recusa a negociar o abandono de seu programa de mísseis balísticos, que considera essencial para sua defesa. Além disso, o país resiste a interromper o financiamento de grupos armados na região e exige contrapartidas concretas, como o desbloqueio de parte dos US$ 100 bilhões retidos pelos EUA.
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Pressões Internas e o Papel de Israel
Trump enfrenta crescente pressão interna, com uma pesquisa recente indicando que 81% dos norte-americanos desaprovam sua condução do conflito, enquanto apenas 27% apoiam a guerra. Desde o início das hostilidades, a inflação atingiu 4,20%, a maior em três anos.
As eleições legislativas de novembro, que definirão o controle da Câmara e do Senado, aumentam a pressão sobre o republicano para apresentar uma solução rápida.
Senadores como Lindsey Graham e Ted Cruz criticaram publicamente as negociações, comparando-as ao acordo firmado durante o governo de Barack Obama, que os republicanos sempre repudiaram. Quanto a Israel, Brustolin ressaltou que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu precisa se manter no poder diante de várias pressões, incluindo uma possível responsabilização pelos ataques de 7 de outubro de 2023.
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Netanyahu condiciona a retirada do sul do Líbano ao desarmamento do Hezbollah, uma condição que o grupo armado recusa, mesmo sob pressão do governo libanês.
Kalout concluiu que Trump teme chegar a um acordo que, no contexto interno americano, seja visto como semelhante ao tratado firmado pelo governo Obama.
Autor(a):
Lucas Almeida
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.



