Trump alega vandalismo no espelho d’água do Lincoln Memorial após reforma de US$ 14,7 milhões

O espelho d’água do Lincoln Memorial, um dos marcos mais emblemáticos de Washington, D.C., se tornou o centro de uma polêmica política e judicial após apresentar problemas técnicos logo após uma reforma que custou cerca de US$ 15 milhões durante a administração do ex-presidente Donald Trump.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O tema ganhou destaque quando Trump alegou que o local havia sido alvo de vandalismo e pediu punições rigorosas aos responsáveis, enquanto críticos levantam questões sobre possíveis falhas na revitalização realizada.
Problemas no Espelho D’água Após Reforma
A reforma do espelho d’água foi concluída em junho de 2026 e custou aproximadamente US$ 14,7 milhões. No entanto, poucas semanas após a reabertura, começaram a surgir problemas, como a descolagem de uma camada azul que cobre o fundo da piscina.
Durante um fim de semana recente, várias pessoas notaram e até tocaram no material que estava se soltando. O Departamento do Interior confirmou que cinco indivíduos foram detidos por vandalismo, outros cinco receberam notificações federais e 14 boletins de ocorrência foram registrados.
Um dos detidos comentou à CNN que apenas tocou em um pedaço do revestimento já solto e negou qualquer ato de vandalismo.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Declarações de Trump e Consequências Legais
Trump afirmou que o espelho d’água foi deliberadamente vandalizado. Em publicações na rede Truth Social, ele ressaltou que a destruição de propriedade federal pode resultar em penas de até 10 anos de prisão. Em uma coletiva no Salão Oval, Trump mencionou um corte significativo no revestimento da piscina, inicialmente estimado em 90 metros, mas depois aumentando essa medida para mais de 100 metros.
Ele insinuou que o dano poderia ter sido causado por alguém utilizando uma faca ou estilete e prometeu divulgar imagens das supostas evidências “no momento certo”. Quando questionado sobre provas concretas, Trump respondeu: “Quando você tem um corte de mais de 100 metros, isso é prova?”.
Leia também
Além disso, ele sugeriu sem apresentar evidências que substâncias poderiam ter sido adicionadas à água para provocar o crescimento de algas.
As infrações registradas até agora estão relacionadas a delitos menores como vandalismo e conduta desordeira. Contudo, Trump defendeu a consideração de acusações mais graves. A procuradora federal do Distrito de Columbia, Jeanine Pirro, indicou que as evidências serão analisadas e que acusações mais severas poderão ser aplicadas se forem encontrados indícios claros de danos intencionais significativos.
Implicações Políticas e Críticas ao Governo
O incidente rapidamente se transformou em um novo ponto de conflito entre apoiadores e opositores de Trump. Os defensores do ex-presidente argumentam que o suposto ato de vandalismo representa uma tentativa deliberada de sabotar projetos apoiados pela Casa Branca.
Por outro lado, críticos afirmam que os problemas surgiram devido à má execução da reforma e questionam a prioridade dada ao espelho d’água em meio a questões mais urgentes enfrentadas pelo país, como conflitos internacionais e aumento nos preços dos combustíveis e alimentos.
Além disso, ambientalistas e organizações que contestam judicialmente a reforma alegam que o surgimento das algas e o descascamento do revestimento reforçam suspeitas sobre a pressão para concluir o projeto rapidamente por razões políticas. Críticos também apontam contradições nas declarações atuais de Trump sobre danos ao patrimônio público em comparação com sua decisão anterior de conceder indultos a participantes dos atos do dia 6 de janeiro de 2021, incluindo aqueles condenados por vandalizar o Capitólio.
Próximos Passos nas Investigações
As autoridades já iniciaram um novo processo para drenar o espelho d’água visando reparos necessários. A empresa responsável pela reforma garantiu que irá corrigir os problemas identificados sob garantia. Enquanto isso, o Departamento de Justiça junto com a Procuradoria do Distrito de Columbia está revisando os registros policiais para determinar se formalizarão acusações contra os envolvidos.
As investigações continuam em andamento e ainda não foram apresentadas evidências públicas que confirmem as alegações feitas por Trump sobre cortes intencionais ou sabotagem no local.
Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



