Flávio Bolsonaro propõe reforma tributária com foco em redução de impostos

Flávio Bolsonaro propõe reforma tributária com foco em redução de impostos, buscando flexibilizar a regulamentação e reduzir a alíquota sobre o consumo

22/06/2026 19:24

3 min

| Sergio Lima/Poder360 – 22.jun.2026
| Sergio Lima/Poder360 – 22.jun.2026

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PL, anunciou nesta terça-feira, 22 de junho de 2026, a intenção de propor uma nova reforma tributária caso eleito. Durante o evento “Indústria na Agenda dos Presidenciáveis”, realizado em Brasília e promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o parlamentar sugeriu que a regulamentação da reforma aprovada pelo Congresso Nacional deveria ser suspensa.

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Segundo ele, essa pausa é necessária para dar espaço a um modelo fiscal que priorize a redução gradual da carga tributária e a previsibilidade econômica.

A declaração veio após o senador criticar veementemente o resultado da legislação atual, mesmo tendo votado a favor da proposta no âmbito do Congresso. Flávio Bolsonaro argumentou que o texto final resultou em uma alíquota sobre consumo que atingiu níveis próximos aos 30% sobre o valor agregado, um patamar que, segundo ele, é o mais elevado do mundo.

Críticas à Alíquota e à Tributação de Profissionais Liberais

O senador apontou que, embora a reforma tenha sido vista como um mecanismo de simplificação, o resultado prático foi o aumento da carga fiscal. Ele enfatizou que as diversas exceções criadas durante o processo legislativo permitiram que setores específicos da economia se desvinculassem das regras gerais.

Essa exclusão, segundo o parlamentar, fez com que a carga tributária se concentrasse ainda mais nos setores que permaneceram sob o escopo da nova legislação. Ele dedicou especial atenção à tributação que recai sobre profissionais liberais, como médicos, advogados e dentistas.

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Flávio Bolsonaro considerou excessiva a cobrança prevista para essa categoria. Ele questionou a viabilidade de uma reforma que, em sua visão, aplicaria quase 30% do lucro de um profissional liberal, somado a mais 10% sobre valores que excedam R$ 50 mil, destinados à transferência de recursos da pessoa jurídica para a pessoa física. “É uma maluquice”, declarou o senador, classificando o modelo como inviável.

O pré-candidato alertou ainda que o aumento dessa complexidade e carga tributária tende a estimular um aumento significativo da inadimplência e da sonegação fiscal no país.

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Proposta de Novo Modelo e Comparativo Econômico Internacional

Diante do cenário, o senador reforçou sua proposta de suspender a regulamentação da reforma tributária vigente. Seu objetivo, ele explicou, é criar tempo hábil para a elaboração de uma reforma mais completa, focada na redução progressiva dos impostos e na garantia de ajuste fiscal e maior previsibilidade.

Em um desdobramento de sua crítica à política econômica, Flávio Bolsonaro direcionou suas observações ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ele acusou o ministro de estar incentivando a migração de empresas brasileiras para o Paraguai, citando a alta carga tributária e os juros elevados no Brasil.

O senador fez uma comparação direta entre os dois países, afirmando que o Paraguai oferece condições mais favoráveis para investimentos, como energia mais barata e maior segurança jurídica. Ele chegou a declarar que o ex-ministro da Fazenda teria sido eleito o “melhor presidente da economia do Paraguai”, e que mais de 200 empresas já haviam se transferido do Brasil para o país vizinho.

Para Flávio Bolsonaro, essa fuga de capitais seria o “legado” deixado pelo atual governo brasileiro, reforçando a necessidade de uma mudança drástica na política econômica nacional.

A proposta de um novo modelo tributário, portanto, visa reverter o que o senador enxerga como um desincentivo ao investimento e um aumento desproporcional da carga sobre as classes profissionais e o setor produtivo.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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