Trump afirma que EUA têm “controle total” sobre o Estreito de Ormuz e critica Irã

Na quarta – feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que os EUA controlam o Estreito de Ormuz e afirmou: “Acredito que vamos mantê – lo!” Em sua plataforma Truth Social, ele descreveu o bloqueio naval como um “muro de aço”, ressaltando que “não há nada que o Irã possa fazer a respeito”.
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Trump criticou a capacidade militar do Irã, dizendo que o país não possui Marinha nem Força Aérea e que seus soldados estão sem pagamento. Ele ainda mencionou que a Guarda Revolucionária Islâmica está “dizimada e em fuga” e questionou a eficácia da liderança iraniana.
Segundo Trump, “eles não têm dinheiro – seu país está ‘acabado’. Tudo o que têm são fake news e uma inflação de 300%, e piorando!” O presidente concluiu afirmando que “o valentão do Oriente Médio não existe mais”.
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Impacto nos preços do petróleo
Os preços do petróleo reagiram às declarações de Trump, subindo à medida que o Irã endurece sua posição sobre o controle do Estreito de Ormuz. O petróleo Brent, referência global, aumentou cerca de 1% antes de fechar com alta de 0,2%, cotado a US 89,12 por barril.
O West Texas Intermediate também registrou aumento semelhante, alcançando US 83,43 por barril.
O Brent se aproxima de seu sexto dia consecutivo de alta. No entanto, os preços têm mostrado volatilidade devido a informações contraditórias sobre um possível acordo entre EUA e Irã. Na segunda – feira (10), houve uma queda nos preços após declarações do ministro da Defesa do Paquistão sugerindo que os países estavam perto de um entendimento.
A Agência Internacional de Energia destacou nesta quarta – feira (12) que os preços do petróleo bruto oscilaram em uma “faixa invulgarmente ampla” de quase 40 dólares por barril em julho. Essa flutuação foi atribuída a mudanças diplomáticas repentinas no conflito entre as nações.
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Tráfego marítimo em queda
Enquanto isso, o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz apresentou uma redução significativa. Apenas 16 embarcações transitavam pelo estreito entre segunda e terça – feira, conforme dados da Kpler. Esse número representa uma queda significativa em comparação com as cerca de 130 a 140 travessias diárias registradas antes do início da guerra.
A diminuição no tráfego pode ser um reflexo das tensões crescentes na região e das incertezas quanto ao futuro dos acordos comerciais e diplomáticos envolvendo o Irã e os Estados Unidos.
Autor(a):
Gabriel Furtado
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.



