Tribunal rejeita pedido de divulgação de documentos referentes ao caso Epstein
A juíza federal da Flórida proibiu a divulgação de documentos adicionais do grande júri da investigação criminal sobre Jeffrey Epstein.
A rejeição representa o primeiro impedimento nas tentativas do governo Trump de conter a reação pública em relação à condução do caso.
Robin Rosenberg declarou que, em razão do pedido do Departamento de Justiça para a divulgação das provas devido ao “amplo interesse público” e não como parte de um processo judicial, ele se encontra em uma situação de “mãos atadas”, seguindo o padrão geralmente aplicado pelos juízes nesses casos.
Na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu à procuradora-geral Pam Bondi que apresentasse uma ação para a divulgação das evidências que antes eram secretas.
A ação ocorre após críticas dos apoiadores de Trump ao governo pela condução do caso. O movimento MAGA (Make America Great Again) exige novas investigações, gerando um afastamento do presidente americano.
Contudo, devido ao fato de o processo ainda estar em sigilo, a juíza determinou que um novo caso fosse instaurado como uma questão de interesse público.
No início do mês, o Departamento de Justiça anunciou que não havia evidências de que Jeffrey Epstein, acusado de tráfico sexual, possuua uma “lista de clientes” ou que ele foi assassinado.
Ademais, o departamento declarou que não tinha a intenção de tornar públicos novos documentos sobre o tema.
Contudo, após a repercussão negativa do caso, Trump anunciou que solicitou à procuradoria-geral dos EUA que apresentasse todo e qualquer depoimento relevante ao caso Epstein.
O Departamento de Justiça tem até a próxima semana para apresentar mais argumentos jurídicos que justifiquem a divulgação das transcrições.
Fonte por: CNN Brasil
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