Três petroleiros deixam Estreito de Ormuz com 5 milhões de barris de petróleo em meio a acordo
A saída dos petroleiros do Estreito de Ormuz sinaliza um alívio no mercado global de petróleo, impulsionado pelo acordo entre Irã e Estados Unidos
Três petroleiros, transportando um total de 5 milhões de barris de petróleo bruto, deixaram o Estreito de Ormuz nesta quarta-feira, 24 de maio de 2026. Dentre essas embarcações, duas estão com destino à Ásia, conforme dados de navegação. Essa movimentação ocorre em meio a um acordo provisório entre Irã e Estados Unidos, que está permitindo a liberação de mais petróleo retido na região do Golfo, contribuindo para a queda nos preços globais do petróleo.
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Detalhes das Embarcações
O VL Breeze, um petroleiro de bandeira sul-coreana classificado como VLCC (Very Large Crude Carrier), está transportando 2 milhões de barris de condensado oriundos do Catar e petróleo bruto proveniente de Abu Dhabi. O navio já passou pelo estreito e segue em direção ao porto de Daesan, conforme informações coletadas pela LSEG e Kpler.
Outro navio, o VLCC Plata Carrier, fretado pela Indian Oil Corp, também está deixando o estreito com 2 milhões de barris sauditas. Além dele, o Suezmax Prudent Warrior navega rumo a Sohar, Omã, carregando 1 milhão de barris de petróleo bruto da região iraquiana de Basra.
Ambos os navios estão registrados sob a bandeira da Libéria.
Impactos e Navegação no Golfo
Na última semana, especialistas da Kpler e Vortexa relataram que aproximadamente 90 milhões de barris estavam retidos no Golfo do México devido ao conflito em andamento no Oriente Médio. O Ministério dos Assuntos Marítimos da Coreia do Sul informou que quatro embarcações operadas por armadores sul-coreanos deixaram o estreito nesta quarta-feira, com uma delas se dirigindo à Coreia do Sul e as demais a países terceiros.
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O ministério ainda destacou que 18 dos 26 navios que estavam encalhados desde o início do conflito permanecem na área. Não foi possível esclarecer imediatamente se esses navios estão utilizando os corredores marítimos temporários estabelecidos por Omã e pela Organização Marítima Internacional para garantir uma passagem segura.
Omã anunciou que manterá o Estreito de Ormuz livre para navegação sem impor taxas adicionais e designou rotas temporárias ao norte e ao sul da via navegável existente para facilitar a saída das embarcações.
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Dados recentes mostram que dois navios-tanque vazios, Shandong Redwood e Milaha Qatar, foram avistados navegando a oeste do estreito após carregar mercadorias do Catar. Com isso, o número total de navios de gás natural liquefeito (GNL) vazios transitando pelo estreito para coleta no Catar alcançou nove, cifra que representa o maior volume desde o início das hostilidades na região.
O primeiro-ministro do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman al-Thani, declarou que o país deverá retomar sua produção normal de GNL nas próximas semanas.