Transtorno Bipolar: Entenda as Diferenças Cruciais entre Tipo 1 e Tipo 2 com Dr. Roberto Kalil

Transtorno Bipolar: Diferenças entre Tipo 1 e Tipo 2
O transtorno bipolar se manifesta de duas maneiras distintas, com características e intensidades que muitas vezes dificultam um diagnóstico preciso. Em uma conversa com o Dr. Roberto Kalil no programa CNN Sinais Vitais, especialistas discutiram como diferenciar o transtorno bipolar tipo 1 do tipo 2.
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Segundo o psiquiatra e professor da Faculdade de Medicina da USP, Beny Lafer, o tipo 1 é caracterizado por episódios de mania mais intensos e incapacitantes. Já no tipo 2, ocorrem hipomanias, que são fases de euforia mais leves. “No tipo 2, as manias não são tão intensas, chamamos de hipomania.
A pessoa tem muita energia, realiza diversas atividades, dorme pouco e não se cansa, mas não chega a ser incapacitante”, explicou Lafer.
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Percepção e Diagnóstico
Um ponto crucial destacado pelos médicos é que muitos pacientes com transtorno bipolar tipo 2 não reconhecem que estão em uma fase de hipomania, considerando-a apenas um período de disposição extra. “Essa pessoa diz que está na melhor fase da vida, por que vocês vão me tratar?”, comentou o especialista da USP.
Essa falta de percepção sobre o próprio estado pode levar a erros de diagnóstico, pois o paciente geralmente busca ajuda médica durante a fase depressiva, sem mencionar os episódios de euforia leve. “Acontece muito esse erro diagnóstico”, ressaltou Lafer.
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Prevalência e Sintomas
De acordo com a psiquiatra infantil e professora da Unifesp, Sheila Caetano, o transtorno bipolar tipo 1 afeta cerca de 1% da população, enquanto o tipo 2 é igualmente prevalente. A condição atinge homens e mulheres de forma equitativa e frequentemente se inicia no final da adolescência ou no início da idade adulta. “Cerca de 30% dos casos começam antes dos 18 anos”, alertou Sheila, acrescentando que o uso de drogas pode precipitar o surgimento dos sintomas.
Outro aspecto importante mencionado por Beny Lafer é que, embora o transtorno bipolar seja caracterizado por episódios de mania ou hipomania, os pacientes passam a maior parte do tempo em fases depressivas. “No curso longitudinal, o maior problema é a depressão”, afirmou o psiquiatra.
Essa depressão pode durar semanas ou meses e apresenta sintomas como humor triste ou irritado, baixa energia, distúrbios do sono, dificuldade de concentração, baixa autoestima, ansiedade e sentimentos de culpa ou fracasso.
Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



