Gastroplastia endoscópica: a nova esperança para quem quer emagrecer sem cirurgia invasiva

Tratamentos inovadores para obesidade estão em alta! Descubra como a gastroplastia endoscópica pode ser a solução menos invasiva e eficaz para emagrecer.

18/04/2026 17:01

4 min

Gastroplastia endoscópica: a nova esperança para quem quer emagrecer sem cirurgia invasiva
(Imagem de reprodução da internet).

Tratamentos Tecnológicos para Obesidade

Os tratamentos para obesidade estão se tornando cada vez mais avançados e eficazes. Uma nova alternativa surge para aqueles que desejam emagrecer sem recorrer a procedimentos invasivos, como a cirurgia bariátrica, ou a métodos dispendiosos, como as canetas emagrecedoras.

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A gastroplastia endoscópica é um procedimento rápido que, a longo prazo, pode ser mais econômico do que o uso de medicamentos e apresenta menos efeitos colaterais em comparação com a cirurgia tradicional.

O médico Eduardo Grecco, especialista em gastrocirurgia e endoscopia e professor de Medicina na Faculdade do ABC, destacou que a sutura endoscópica pode ser uma opção viável para quem busca um emagrecimento saudável. Ele ressaltou que, por ser um procedimento simples, a recuperação tende a ser rápida.

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Como Funciona a Gastroplastia Endoscópica?

A gastroplastia endoscópica é um tratamento para obesidade que é realizado totalmente por meio de endoscopia. O paciente precisa ser internado em um hospital e receber anestesia geral. Durante o procedimento, o estômago é suturado, utilizando um sistema exclusivo com fios de prolene, resultando em uma tubulização do órgão.

O estômago, que normalmente possui um volume de cerca de 1.300 ml, é reduzido para aproximadamente 300 ml. Essa técnica é considerada segura e eficaz, pois a diminuição do volume gástrico leva o paciente a ingerir menos alimentos. Trata-se de um procedimento restritivo, sem efeitos metabólicos diretos.

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Com o suporte de uma equipe multidisciplinar, incluindo nutricionistas e psicólogos, o paciente pode alcançar uma perda de peso significativa.

Comparação com a Cirurgia Bariátrica

Segundo Grecco, a gastroplastia endoscópica evita a perda de nutrientes, um problema comum em cirurgias bariátricas. Na bariátrica, o estômago é cortado, como no caso do sleeve, onde parte do órgão é removida, ou no bypass, onde o estômago é reduzido.

Essas cirurgias podem levar à desabsorção de nutrientes essenciais, como vitaminas e ferro, exigindo reposição vitamínica constante.

Em contraste, a gastroplastia endoscópica é um procedimento restritivo que não provoca desabsorção. A perda de peso varia entre 20% e 25%, enquanto na cirurgia bariátrica pode chegar a 30% a 40%. Nos primeiros meses, ambos os procedimentos podem resultar em uma perda de cerca de 10% do peso inicial.

Riscos Associados a Canetas Emagrecedoras

Grecco alerta que o uso de canetas emagrecedoras pode ter um efeito reverso quando o tratamento é interrompido, pois não são irreversíveis como a cirurgia ou a gastroplastia. Ele enfatiza que a obesidade é uma condição crônica que requer tratamento contínuo.

Comparando com as canetas, que são medicamentos análogos GLP-1 e GIP, Grecco explica que essas substâncias podem aumentar a produção de insulina e levar à hipoglicemia. Embora promovam uma perda de peso de 10% a 15%, a interrupção do tratamento pode resultar em um reganho significativo de peso.

Aspectos Econômicos do Tratamento

O médico também destacou que a gastroplastia endoscópica pode ser mais econômica a longo prazo do que o uso de canetas emagrecedoras. A cirurgia bariátrica, quando realizada particular, pode custar cerca de R$ 50 mil, enquanto a sutura endoscópica varia entre R$ 35 mil e R$ 40 mil.

As canetas, que não têm cobertura de convênio, podem custar em torno de R$ 4 mil por mês, totalizando cerca de R$ 80 mil em um tratamento de dois anos.

Efeitos Colaterais e Contraindicações

Grecco afirma que a sutura endoscópica não apresenta os riscos associados à cirurgia bariátrica, como desnutrição e perda de vitaminas. Os únicos riscos são relacionados ao reganho de peso. No entanto, existem contraindicações para a sutura, como lesões gástricas ou distúrbios de compulsão alimentar. É fundamental que o paciente compreenda a necessidade de seguir uma dieta adequada após o procedimento.

A avaliação psicológica é essencial para identificar distúrbios alimentares. Pacientes com compulsão alimentar são considerados contraindicações para a sutura endoscópica, pois é necessário que o paciente esteja disposto a adotar mudanças em seus hábitos alimentares.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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